Terça-feira, 20 de Março de 2012

No dia da Greve Geral o minuto-a-minuto é no site dos Precários Inflexíveis

Os Precários Inflexíveis vão estar desde as 21h de amanhã (quarta-feira) a apoiar a Greve Geral nos piquetes que vão acontecer por toda a área metropolitana de Lisboa. Se quiseres ajudar nesses piquetes populares solidários podes ligar para os Precários Inflexíveis.

Mas durante todo a noite e todo o dia da Greve Geral o blog, o facebook e o twitter dos Precários Inflexíveis estarão a relatar, minuto-a-minuto o que se passa em cada piquete de Greve, quais os números da Greve e o que cada um de nós - trabalhador(a), precário/a ou desempregado/a - pode fazer para ajudar e onde.

Depois, a partir da hora da concentração no Rossio para a manif da Greve Geral, estaremos na rua e também na internet a dar força e visibilidade a este dia tão importante.

Se tiveres informações sobre a Greve na tua empresa ou se nos quiseres enviar uma foto de algo importante escreve-nos para precariosinflexiveis@gmail.com

Bolseiros de Investigação: Em greve pelo direito à greve

Os Precários Inflexíveis pediram ao Miguel Heleno, Bolseiro, um texto sobre as razões que levam um bolseiro de investigação científica a aderir à Greve Geral:

«Com bolsas desde Integração na Investigação até Pós-Doutoramento, não é certo o número de bolseiros de investigação em Portugal. Estimativas de 2011 apontavam para cerca 20 mil, mas nem a FCT nem nenhum governo divulgaram o número de pessoas que estão enquadradas na figura de bolseiro de investigação. Apesar de mais de 80% dos artigos científicos escritos em Portugal terem pelo menos um autor enquadrado neste regime, as bolsas de investigação continuam a ser subsídios dados ao bolseiro(a) mediante o cumprimento de um plano de atividades de caráter científico. Os valores das bolsas variam de acordo com o grau académico, mas, seja qual for o escalão, estas não sofrem aumentos há mais de 10 anos.A segurança social fica a cargo do bolseiro, através do seguro social voluntário, sendo que a maioria dos centros de investigação devolve o equivalente ao escalão mínimo. As bolsas de investigação têm duração variável, normalmente entre 3 e 12 meses, fazendo com que as carreiras científicas se desenrolem “de bolsa em bolsa” durante vários anos.

Estas bolsas são, portanto, mais uma face da precariedade que se instalou nas universidades e nos institutos de investigação. No caso das Universidades, o subfinanciamento leva a que muitos bolseiros sejam pressionados para acumular também funções de docente, em grande parte dos casos de modo informal e sem remuneração. Tudo isto numa lógica de valorização do currículo, alimentando o sonho de uma carreira científica que tarda em chegar.

Apelo à Greve Geral :: MM

O sexto cartaz de apoio à Greve Geral que apresentamos é da designer MM e trata do ataque à Escola Pública.

Divulga este cartaz no teu facebook, no teu blog, nas paredes de cada cidade. Adere à Greve Geral.

Segunda-feira, 19 de Março de 2012

A Greve Geral 22 de Março de 2012

Os Precários Inflexíveis estão a divulgar e a mobilizar para a Greve Geral e para a manifestação. Acreditamos que a greve é um processo que, partindo do movimento organizado de trabalhadores, deve abrir e envolver os outros sectores da sociedade com menos representação ou organização. 

A Greve Geral não é um momento de defesa corporativa, é antes um momento de afirmação geral, sobre as várias perspectivas das lutas que se juntam devido á austeridade agressiva. Neste dia, as organizações sociais e de trabalhadores que lutam pela democracia, pela justiça laboral e social, só podem estar abertas a todas as uniões e a toda a sociedade. É a responsabilidade máxima aquela que se exige a todos os que protagonizam a resposta social: só a democracia pode combater o autoritarismo da austeridade, é a democracia que reclama a mobilização e participação aberta, a união de todos os que à sua maneira, lutam do mesmo lado.

Apelo à Greve Geral :: Rui Fazenda

Os Precários Inflexíveis continuam a divulgar os cartazes que alguns/algumas artistas e designers fizeram para apelar à Greve Geral.

O quinto cartaz que apresentamos é do Rui Fazenda sobre os cortes no Serviço Nacional de Saúde.

Divulga este cartaz no teu facebook, no teu blog, nas paredes de cada cidade. Adere à Greve Geral.

Precários Inflexíveis rejeitam formalmente as alterações ao Código do Trabalho

Os Precários Inflexíveis enviaram hoje à Comissão de Trabalho e Segurança Social da Assembleia da República o seu parecer acerca da Proposta de Lei do Governo que irá baixar salários, diminuir a proteção social e facilitar os despedimentos. Nesse documento fomos claros e defendemos que esta Proposta de Lei deve ser rejeitada.

Vê aqui o texto que enviámos à Assembleia da República:

«Proposta de Lei n.º 46/XII
“Procede à terceira revisão do Código do Trabalho, aprovado
pela Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro, aprovado pela Lei n.º
7/2009, de 12 de Fevereiro”

Contributo dos Precários Inflexíveis

Estando aberta a consulta pública aos cidadãos acerca da Proposta de Lei n.º 46/XII que altera o Código do Trabalho os Precários Inflexíveis consideram que têm a obrigação de contribuir com a sua visão acerca desta proposta do Governo PSD/CDS que irá alterar substancialmente as condições de trabalho das trabalhadoras e trabalhadores precários.

A iniciativa legislativa altera 61 artigos do Código do Trabalho e adita três novos artigos, transformando por completo a Lei n.º 7/2009 no sentido de cortar dias de descanso, diminuir o salário, facilitar os despedimentos, desprotegendo e fragilizando as trabalhadoras e os trabalhadores face aos patrões e contribuindo para a sua maior precarização laboral.

Numa altura em que a taxa de desemprego em Portugal é de 14,8% (Eurostat) e se estima que o desemprego real atinja já mais de um milhão e duzentas mil pessoas, não se compreende como pode o Governo propor uma lei que, na verdade, fomenta o desemprego, pela liberalização do layoff, pelo facilitamento dos despedimentos por simples alegação de “inadaptação” por diminuição da “qualidade” do trabalho e pelo embaratecimento dos despedimentos.