Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

Elites andam preocupadas

A Renascença ouviu três antigos Presidentes da República, que se mostraram preocupados coma situação em Portugal em 2009, em particular com o aumento do desemprego.

Mário Soares teme que Portugal fique “ingovernável” por via de protestos relacionados com uma taxa elevada de desemprego.

“Acho que o ano de 2009 vai ser um ano muito difícil, muito mais. Eu sei que o Primeiro-ministro deu a entender que as coisas vão melhorar em 2009. Sobre certo aspecto ele tem razão, mas o grande problema é o desemprego e a falência das grandes empresas e das pequenas empresas, pequenas e médias empresas. Isso parece-me a mim gravíssimo”, diz.

Segundo Mário Soares, o desemprego deverá aumentar devido a quebras na exportação, com países com a Espanha e a Alemanha. “Isso vai ser grave e com muito desemprego é evidente que poderá haver uma situação complicada. Sendo um ano de eleições pode haver muita espécie de revoltas, que poderão surgir a propósito de tudo e de nada. (...) O país poderá ficar ingovernável a partir de determinado momento”, sublinha.

Jorge Sampaio pede aos políticos um mínimo de paz e entendimento institucionais e aos portugueses energia face aos obstáculos da crise.

O antigo governante diz que “não gostaria de ver um ambiente político, apesar de haver tantas eleições para o ano, se degradasse ao nível da conflitualidade que não é significativa, que não é importante”.

Para 2009, espera que esta “continua avalancha de coisas insuspeitadas termine para ver se a gente consegue que nos Estados Unidos, na Europa na Ásia e, naturalmente, também em Portugal uma reconstrução, uma recuperação”.

Já Ramalho Eanes espera que o desemprego não ultrapasse os 8,5% em 2009. “A nível nacional creio que temos de contar com o aumento do desemprego. Espero apenas que ele atinja apenas os 8,5% previstos pela OCDE e não atinja dois dígitos, pois a acontecer seria uma situação grave”.

O antigo chefe de Estado espera que a crise financeira mundial origine uma reforma de novas instituições de regulação, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Mundial.

Fonte : Rádio Renascença

3 comentários:

Anónimo disse...

Que governassem melhor! A crise em Portugal não chegou agora com a dita crise americana. A crise em Portugal tem estado a ser cultivada já desde o Estado Novo e também no pós 25 de Abril de 1974; quando desde aí não se criaram condições para que houvesse educação de qualidade, classe empresarial de qualidade. Aquelas ditas nacionalizações irregulares, e as invazões coordenadas pelo PCP e outros, levou a um piorar das condições de estabilidade económica. Nos anos que se seguiram e a dado momento Portugal começou apenas a viver da CEE(hoje UE) deixando paulatinamente de viver às custas dos emigrantes. Assim se arrastou Mário Soares, Cavaco, Guterres, Durão, Santana... Sócrates. Todos brilhantes a mal governar o país!

2009 é o ano de moral, é preciso correr com Sócrates para que se perceba que quem mente e mal governa vai para a rua! Mas, todos (ou alguns) os partidos, têm 4 anos para deixarem modelos antiquados e personalidades corruptas que não se pode permitir que continuem a gerir as autarquias e os governos. Portugal tem de mudar sériamente! Os cidadãos e os partidos têm de mudar de mentalidades!

Em 2009, que ninguém vote em branco ou se deixe ficar em casa no dia do voto! Todos os ao voto! Mas nenhum voto para Sócrates e o seu PS!

Força precários!

rUImAIA disse...

Pois... também me parece que têm muita responsabilidade na realidade que hoje enfrentamos. A memória é o nosso melhor capital para distinguir quem é quem, e é também o suporte para decidirmos e programarmos o futuro.... mas como disseste caro Anónimo ou Anónima,... com a nossa intervenção e participação.
cumps
rUImAIA

polar disse...

GERBALIS
MOTENGIL
BCP
BPN
REFORMAS POR INVALIDEZ C.G.D


.....................................................será preciso o quê para a gente abrir a pestana????andamos a ser roubados e escravizados sempre pela mesma malta...estamos ainda á espera do quê?do pai natal????