
Domingo, 31 de Maio de 2009
Vieira da Silva e o maravilhoso mundo das ETT

Afinal o Estado está a fazer a sua parte?
Os sindicatos da Administração Pública estão preocupados com a situação de trabalhadores que estão há mais de uma década a falsos recibos verdes no Estado e que agora começam a receber cartas a cessar a prestação de serviços. De acordo com José Abraão, dirigente do Sintap, "o Estado está a livrar-se dos trabalhadores e a contratar empresas privadas". Entre Governo e autarquias, são mais de 16 mil pessoas a recibos verdes que correm o risco de ficar no desemprego.Só nas autarquias, existiam em 2007 cerca de cinco mil trabalhadores em regime de prestação de serviços, 'a maioria a falsos recibos verdes', garante o Sintap. O Governo, que ergueu como bandeira o fim dos falsos recibos verdes, particularmente no Estado, tinha prometido a abertura de concursos para tentar integrar os trabalhadores em situação precária.
'Mas o que acontece é que o Estado e autarquias estão a optar por transferir serviços para empresas privadas, deixando os trabalhadores no desemprego. É imoral', refere José Abraão, que salienta que há casos de trabalhadores a recibos verdes 'há doze anos que agora ficam no desemprego'.
O PI há muito que vem também denunciando este verdadeiro escândalo nacional. Há hoje mais de cem mil pessoas a trabalhar com vínculos precários para o Estado - nas autarquias, nos institutos públicos ou nos ministérios -, muitas delas de forma ilegal. A generalização dos falsos recibos verdes, uma das mais brutais formas de chantagem e exploração laboral, é um expediente ilegal e inaceitável e, quando é o próprio Estado a recorrer a estas formas de subemprego, está a autorizar o abuso sobre quem trabalha por esse país fora.
Sócrates e Vieira da Silva, perante a pressão das denúncias, têm dito que "o Estado fará a sua parte". Infelizmente, temos visto exactamente o contrário: o novo Código do Trabalho institucionaliza a precariedade (e até foram já "congeladas" as migalhas das "medidas anti-precariedade"); as autarquias e os institutos públicos são zonas de excepção, onde as leis laborais não contam; inúmeros programas governamentais, como as Actividades de Enriquecimento Curricular, são assegurados quase exclusivamente com trabalho precário e ilegal.

O Governo vem ensaiando agora a transferência deste trabalho ilegal no Estado para o negócio das empresas de trabalho temporário. É assim que, para Sócrates e Vieira da Silva, "o Estado faz a sua parte": distribuindo os lucros da exploração por interesses que substituem os direitos de quem trabalha. É isso que, por exemplo, se está a passar no call center da Segurança Social de Castelo Branco: o PI insistiu e não desiste de conhecer a posição da ACT sobre este caso, porque sabemos como é importante que a exploração e ilegalidade não se torne a regra, desde logo no trabalho em funções públicas.
Quinta-feira, 28 de Maio de 2009
"Lei da rolha" na Linha Saúde 24

Dois terços da população mundial é prisioneira da pobreza
"Two-thirds of the worlds population are prisioners of poverty. Casualties of gap of government investment between business and people"
Notícia DN aqui
Site da Aministia Internacional em Portugal
Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
Salário mínimo vale hoje menos do que há 35 anos
A noção do que é a "responsabilidade governativa" sobre o défice, as contas públicas, os números, as estatísticas, e por tudo o que pode sustentar o discurso dos políticos do poder, tem sido usada contra nós. Estes campos de debate têm sido escolhidos para afastar as pessoas do debate. Tem sido passado um atestado de menoridade às pessoas. Como se elas não soubessem avaliar se tem mais ou menos dificuldades nos empregos, mais ou menos dificuldades em obter aquilo que é essencial?
A TSF, com a ajuda de João Loureiro - professor da Faculdade de Economia do Porto - mostrou hoje que o Salário Mínimo Nacional vale actualmente menos do que em 1974 quando foi criado. Se tivesse evoluído ao ritmo da inflação deveria ser hoje de 584 euros, mais 30 por cento do que os 450 definidos no início do ano.
Um dos objectivos do Salário Mínimo Nacional, nascido na revolução de Abril, era garantir a correcção dos desequilíbrios sociais e económicos, melhorando os «níveis de vida muito baixos».
Na altura, a decisão iria beneficiar 50 por cento da população activa, enquanto que hoje o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social aponta para 6,3 por cento dos trabalhadores a ganhar em Abril de 2008 a retribuição mínima mensal garantida.
Claro que, tal como nos números do desemprego, este valor pecará por escasso. Sabemos bem que existe uma imensidão de pessoas a ganhar o salário mínimo, e até menos. Os pagamentos são feitos por baixo da mesa, ou por recibo verde. Sabemos também que as pessoas que trabalham a recibo verde ganham apenas nos meses em que trabalham, por isso, o total do ano significa 11 salários em vez dos 14. O valor devido e justo às pessoas será 14 salários por ano, e não é nenhuma regalia, é uma das conquistas de quem trabalha para equilibrar a balança económica entre trabalhadores e patrões. Para que os patrões não fiquem com tanto daquilo que é produzido por quem trabalha.
Notícia TSF aqui e aqui a posição de Carvalho da Silva (CGTP)rUImAIA
Terça-feira, 26 de Maio de 2009
PI reuniu com a ACT sobre o call center da Segurança Social em Castelo Branco
O Primeiro-Ministro, as Redes de Nova Geração e os precários
Prosseguindo a leitura da notícia, ficamos a saber que, destes 25 mil "postos de trabalho que o Governo estima que sejam gerados pela indústria das Redes de Nova Geração (RNG)", (...)"15 mil serão criados pelos operadores de comunicações". O que, não só lança luz sobre a frase anterior como nos deixa extremamente descansados, já que o país precisa, efectivamente, de mais trabalhadores na área das telecomunicações. Há muito poucos Portugueses a trabalhar ao telefone, ou nas redes virtuais, e a maioria de nós julga que um call center é uma reunião de jogadores de futebol no meio-campo, respondendo à chamada verbal de um árbitro, de forma que parece boa ideia criar mais 15 mil postos de trabalho em operadoras de telecomunicações. Que serão nada mais nada menos que... ora pois: a ZON (NetCabo), a PT e a SonaeCom, três empresas pobrezinhas, às quais o Primeiro-Ministro fez questão de recordar que poderiam contar com os indispensáveis apoios do Estado, "começando pela garantia de acesso ao crédito, passando pelos benefícios fiscais". Mais uma vez, ficamos muitíssimo aliviados, pois como fariam a PT, a NetCAbo e a SonaeCom sem estes justíssimos apoios do Estado - leia-se, contributos de todos nós?
Mas falemos de números: segundo o artigo do JN, 5000 postos de trabalho serão criados na rede de fibra óptica com que a PT prevê, ainda este ano, garantir que esta tecnologia de ponta chegue a um milhão de lares, fazendo com que Portugal fique "no terceiro lugar em termos de cobertura de fibra óptica, atrás da Coreia e do Japão". O que achamos um objectivo muito louvável. Só esperamos que, juntamente com a fibra óptica, chegue também o pequeno-almoço às mesas dos milhares de crianças que todas as manhãs se deslocam para as escolas deste país em jejum para depois navegarem com alegria nos Magalhães com que o Governo Sócrates os presenteou.
Haverá ainda 1500 empregos no novo Call-Center da ZON em Matosinhos, e mais 7500 indirectos decorrentes deste último, os quais, através da leitura da notícia, não conseguimos descortinar em que consistirão. Estamos certos, porém de que seremos em breve esclarecidos. E como, tudo somado, só contámos 14 mil, presumimos que os restantes (11 mil!) serão criados pela Sonaecom, que o nosso primeiro deixou para visitar hoje, terça-feira, já que ontem foi longo o périplo pelas empresas do Norte empenhadas em tornar as RNG o ovo de Colombo do (des)emprego nacional.
Por fim - mas não por último - , quando questionado sobre se estes futuros empregos serão ou não precários (ora mas que pergunta impertinente!), o Primeiro-Ministro foi peremptório: mas de forma alguma! Estamos perante "postos de trabalho altamente especializados, que poderá igualmente ser exportado, uma vez que todos os países estão a estudar as redes de nova geração e nós estamos à frente", afirmou. Os Precários Inflexíveis congratulam-se desde já pelo facto de o Sr. Primeiro-Ministro ter feito o trabalho de casa e se ter informado previamente junto dos seus amigos da PT, da NetCabo e da SonaeCom quanto ao tipo de contratos a efectuar com os futuros trabalhadores ligados às RNG. E, aliás, achamos deveras estranha a preocupação com este assunto, uma vez que as empresas em questão costumam - toda a gente o sabe! - contratar os seus trabalhadores directamente. Estamos convencidos, aliás, que os seus presidentes nunca ouviram falar em ETT's, outsourcing ou outras expressões misteriosas do género...
Por falar em mistério, fica também por esclarecer a que se referia o Primeiro-ministro quando disse "que poderá igualmente ser exportado"? É que, na sequência da frase, e tendo mencionado logo a seguir que estávamos à frente dos nossos parceiros europeus, ficou a parecer que se tratava do trabalho precário. Mas, apesar de estarmos certos que Portugal poderia dar lições a toda a Europa neste ponto, talvez pudéssemos especializar-nos mais um pouco antes de exportarmos o modelo, não?
MZ
Recibos verdes "entopem" entregas do IRS

Percebe-se porquê. Há cada vez mais gente que é obrigada a trabalhar a recibos verdes neste país. O site da DGCI não aguentou. E nós? Nós lá teremos que aguentar trabalhar sem direitos, para sobreviver. Mas não para sempre...
Já agora, fica a informação de que, perante o "crash" do site da DGCI, o Governo anunciou um prolongamento de 24h para a entrega do IRS para estes contribuintes. Ou seja, até à meia-noite de hoje.
Uma visão do futuro...?
Feira do emprego para recém-licenciados em Nanjing, província de Jiangsu, China.
Sábado, 23 de Maio de 2009
Carvalho da Silva satisfeito pela retoma de negociações na Autoeuropa
O líder da CGTP diz estar satisfeito pelo facto de a administração da Autoeuropa e a comissão de trabalhadores regressarem às negociações já na próxima semana. Carvalho da Silva admite que tudo é negociável ,excepto uma deslocalização da fábrica de Palmela.
Carvalho da Silva admite que tudo é negociável, excepto uma deslocalização da fábrica de Palmela, sublinhando que é preciso acabar com a chantagem que tem sido feita, até porque, defende, pagar o trabalho aos sábados representa um custo mínimo nas contas globais da Autoeuropa.
«Os trabalhadores já demonstraram maturidade e as suas organizações também para saberem conduzir os processos negociais. O que é preciso é evitar alguma chantagem sobre os trabalhadores», defendeu.
«Os salários, no global, pesam apenas cinco por cento dos custos globais da Autoeuropa, pelo que o custo dos sábados é mínimo», acrescentou.
O líder da CGTP disse ainda lamentar as declarações de Belmiro de Azevedo, que censurou as exigências feitas pelos trabalhadores.
Fonte: TSF
Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
Governo e Belmiro juntam-se contra os trabalhadores da AutoEuropa

A administração da Autoeuropa rompeu ontem a negociação com os trabalhadores visto que estes não aceitaram passar a trabalhar ao Sábado sem receber horas extra.
Belmiro de Azevedo, ao ver o seu compadre alemão aflito, entrou em acção para evangelizar e lá mandou a sua colherada dizendo que achava estranho que numa altura em que há pouco emprego ainda houvesse umas aves raras que não aceitavam baixar substancialmente o valor do seu trabalho aceitando trabalhar aos Sábados e à pala.
Caros srs. da administração da Volkswagen, Manuel Pinho e Belmiro de Azevedo a crise económica e a falta de emprego que dela resultam não foram causadas pelo trabalhadores da Autoeuropa e não devem ser eles, ou quaisquer outros trabalhadores, a pagar a crise.
Ainda queriamos notar que os precários da autoeuropa sempre foram os mais sacrificados e o apregoado aumento de "flexibilidade" só iria ajudar a aumentar a carne-pra-canhão.
R'M
Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
Reunião d@s Precári@s Inflexíveis

É só enviar um email para precariosinflexiveis@gmail.com
Desemprego imparável
O número de pessoas que se inscreveram nos centros de emprego subiu 27,3% no mês de Abril de acordo com dados do próprio Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Os números oficiais são esclarecedores: relativamente ao mesmo mês de 2008 mais 105.294 engrossaram as fileiras dos trabalhadores/as inscritos no IEFP. Assim, no final do mês passado, o número (oficial) de inscritos era de 491.635. O que, somados os 15 mil famigerados desaparecidos, totaliza qualquer coisa como 505 mil. Ou seja, está ultrapassada a temida barreira do meio milhão, o que não constitui novidade para qualquer pessoa com dois palmos de testa, para quem é claro que os números oficiais se encontram a milhas da realidade. A diferença é que, daqui para frente, o governo terá de a assumir.
Mas detenhamo-nos nas estatísticas oficiais, apesar de não sabermos muito bem que credibilidade lhe podemos atribuir.Ainda segundo a mesma fonte, os que procuram o primeiro emprego representam 92,8%, o que representa um incremento de 29,2% face ao mesmo mês do ano passado. Todos os níveis de habilitação escolar têm sido afectados mas a situação torna-se ainda mais gravosa para os trabalhadores que possuem formação apenas até aos 2º e 3º ciclos do ensino básico. Os desempregados com formação superior aumentaram 13,7% relativamente a 2008.
Para finalizar, um número muito importante para desmontar a lógica de que mais vale ser precário que desempregado: o motivo manifestado por 37,9% (a maior fatia) dos trabalhadores/as para a inscrição nos centros de emprego continua a ser "fim de trabalho não permanente".
Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Liberdade de Imprensa e precariedade
"(....) Ao celebrar, mais uma vez, o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o Sindicato dos Jornalistas portugueses recorda que, não obstante a consagração formal deste direito fundamental na Constituição da República Portuguesa e nas leis ordinárias, persistem e agravam-se mesmo obstáculos concretos ao exercício pleno desse direito. Face às condições actuais, o SJ destaca os seguintes constrangimentos:
• Desemprego – A pretexto da crise ou da mera racionalização de custos, sempre com sacrifício do direito ao trabalho, despedimentos em várias empresas continuaram a lançar muitas dezenas de jornalistas no desemprego nos últimos meses. Muitos outros, de entre as centenas de dispensados nos últimos anos, continuam sem trabalho. Todos estão privados de exercer a sua missão de contribuir para uma informação diversificada e pluralista: por cada jornalista silenciado, é menos uma testemunha profissional do quotidiano em condições de poder contar o que observou, é menos um ângulo de visão dos problemas, é menos um ponto de vista. E cada vez maior o risco de uma informação uniformizada.
• Precariedade – Ao mesmo tempo, muitos outros jornalistas temem o surgimento de novas operações de emagrecimento dos quadros redactoriais. Acontece mesmo com aqueles que estão vinculados com contratos de trabalho permanentes, mas cuja percepção do risco de virem a ser escolhidos para um novo despedimento funciona tantas vezes como um constrangimento da consciência e neutraliza o exercício dos seus direitos. A seu lado, trabalham, por vezes, dezenas de outros profissionais, em completa precariedade – sem qualquer vínculo, trabalhando à peça, em falso regime de prestação de serviços, com contratos a termo. Nestas condições, é necessária uma coragem extraordinária para cumprir a sua missão profissional com independência e cumprimento integral dos preceitos éticos do jornalismo.
O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa não é uma efeméride corporativa, pois destina-se, justamente, a promover junto dos cidadãos e dos povos o valor da liberdade de expressão e do direito à participação. Mas, precisamente porque a fruição plena do direito à livre expressão do pensamento e ao acesso à informação depende das condições em que os Média são produzidos todos os dias, é justo que convoquemos a atenção dos cidadãos para a violação constante de direitos dos profissionais que neles trabalham."
Numa altura em que, visivelmente, o jornalismo é um dos sectores de actividade em que a precariedade se faz sentir em toda a sua brutalidade, saudamos a preocupação do Sindicato dos Jornalistas. Relembrando as recentes vagas de despedimentos na Controlinveste e Cofina, assim como os anunciados cortes nos salários dos trabalhadores do Público (onde, aliás, se prevê a qualquer momento uma razia semelhante à dos referidos grupos de imprensa), aguardamos pela proposta por parte da estrutura sindical de medidas concretas de combate ao verdadeiro cancro que mina as redacções portuguesas.
Sindicatos da polícia juntos em manifestação pela primeira vez
Sabemos o que é um delito comum ou um caso de polícia, mas também sabemos bem o que é a chantagem ou agressão diária, aliás, essa que conhecemos tão bem. E nunca aparece nenhum polícia para prender o patrão que abusa, que rouba, que chantageia e se entranha na nossa vida e nas nossas escolhas, sempre para limitar, sempre para tirar, sempre para dificultar. Seja o patrão o dono das máquinas ou computadores, seja ele a maior patente do exército ou da polícia, seja ele o privado ou o estado.
Sabemos que a polícia se organiza para o delito comum, para o ladrão de automóveis, de casas, de telemóveis, de 20 ou 30 euros. Sabemos também que a justiça, e a polícia, para os que nos roubam sem armas, não está organizada e nem tem meios, não é mesmo esse o objectivo. Aliás, sabemos que a inspecção do trabalho, pela ACT, ou o funcionamento dos tribunais, são hoje apenas uma miragem. A precariedade está aliás dentro de portas dessas instituições. O roubo é feito lá dentro, desde que ninguém veja... ou talvez até possa ver, dado o estado de coisas, dado o descaramento e o poder que passou para o lado dos abusadores.
Ainda bem que pela primeira vez, desde há 20 anos, as forças de polícia se juntam, se unem, todos os sindicatos pela luta por melhores condições de vida e de trabalho. Precisamos de forças de polícia com direitos, como todos e todas as trabalhadoras. Precisamos que tenham os seus espaços de liberdade, como queremos para qualquer um. Precisamos de cidadãos e cidadãs cada vez mais atentos, menos agressivos contra quem está no mesmo barco. Nem balas para a polícia nem contra a polícia.
Queremos todos o que temos direito, e sabemos que quem nos rouba a sério não está, nem nos bairros, nem a trabalhar na polícia. Precisamos, todos os que vivemos do trabalho, de nos entender.
rUImAIA
Terça-feira, 19 de Maio de 2009
PI obteve finalmente resposta da ACT, dois meses depois
Dois meses depois de termos enviado uma carta aberta ao Presidente da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), Paulo Morgado de Carvalho, depois termos insistido e insistido na obtenção duma resposta, conseguimos finalmente o primeiro sinal de interesse da ACT em ouvir os Precários Inflexíveis sobre a situação dos trabalhadores do novo call center da Segurança Social em Castelo Branco, subcontratados, com vínculos precários, através duma empresa de trabalho temporário (a "RH+").
O PI esteve esta manhã, mais uma vez, nas instalações da ACT na Avenida Casal Ribeiro, em Lisboa, tentando encontrar um furo na apertada agenda de Paulo Morgado de Carvalho.
Os Precários Inflexíveis aguardam, portanto, por este encontro. Valeu a pena insistir na importância desta situação, que, como está à vista, não pode continuar a ser ignorada. Exactamente no dia em que se cumprem dois meses sobre o envio da carta a Paulo Morgado de Carvalho, obtivémos uma primeira resposta. Uma efméride que, na nossa opinião, podia e devia ter sido evitada, porque o assunto merecia outra atenção e rapidez.
Mantemos intactas as nossas expectativas de ver esclarecidas as dúvidas sobre a situação dos trabalhadores do call center da Segurança Social de Castelo Branco: como pode a Segurança Social, uma das áreas vitais das funções do Estado, contratar os seus trabalhadores com vínculos precários? Como se pode entender que se estabeleça a intermediação duma empresa de trabalho temporário neste caso? O que há de temporário no atendimento aos cidadãos (seja neste call center ou em qualquer outro lugar), que justifique esta intermediação?
O nosso contador continuará obviamente a marcar presença no canto superior direito do nosso blog. Ele é a medida da urgência que sentimos em esclarecer esta situação. Esperamos que ele não tenha que continuar a contar durante muito mais tempo.
Falsos recibos verdes na ACT

Desempregados apagados, parte II

É mais um caso dentro do caso do “apagão dos desempregados”. Isto depois de um desmentido categórico de Francisco Madelino, Marçal Mendes garante ter provas dessa manipulação. As acusações continuam e nós continuamos sem saber de que lado está a verdade: se os números estão a ser escondidos e falsificados ou se os “erros” se têm acumulado há mais tempo.
A denúncia anónima fez estalar mais um pedaço do verniz e é caso para se começar a dizer: “zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades”. Os números já são suficientemente manipulados, pois sabemos que não são só desempregados os inscritos nos centros de emprego.
Afinal quantos somos? Pelos vistos, muitos mais.
Recibos verdes dispararam durante esta legislatura

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
O PI esteve na ACT
Insistiremos, nos próximos dias, como até aqui. O nosso "contador" já acusa praticamente 2 meses de espera por uma resposta que tem que ser tratada com a urgência que merece: a situação destes trabalhadores e trabalhadoras do call center da Segurança Social em Castelo Branco é, por todas as razões, da maior gravidade.
Esperamos que a nossa insistência nos permita obter uma resposta da ACT e, em particular, de Paulo Morgado de Carvalho. Foi isso que pedimos, desde que enviámos a carta aberta para aquele responsável. É isso que continuamos a exigir, porque não aceitamos ficar sem resposta e porque o país precisa de saber se é a própria Segurança Social que se permite (e é autorizada, aparentemente) a contratar com vínculos precários, utilizando para o efeito empresas de trabalho temporário para recrutar pessoas para trabalho permanente.
Lá estaremos, amanhã, na Avenida Casal Ribeiro.
IEFP novamente acusado de ilusionismo nos números
O Instituto do Emprego e Formação Profissional está a braços com uma denúncia anónima interna que garante que há "manipulação da contabilização de inscrição de desempregados". Um dos sindicatos da área do emprego, o SNTE, já reenviou a denúncia para o presidente do IEFP, Francisco Madelino, que refuta a "operação". Mas assume que houve um "erro".
...
Na denúncia, à qual o DN teve acesso, uma fonte interna do instituto revela a razão para algumas contas sobre o número de desempregados não baterem certo: "O IEFP tem adoptado, na contabilidade de inscrições, um movimento que se chama 'mudança de categoria'. No último dia de cada mês aparecem em algumas inscrições uma mudança de "categoria 2" (novo emprego) para a "categoria 3" (empregado), feita a inscritos que não estão a receber subsídio. E que, portanto, não se apercebem da alteração do seu registo".
...
Notícia completa do DN aqui.

O IEFP, depois de exigir a leitura de um discurso político de Sócrates para o concurso de vagas de Técnico Administrativo Principal, aparece agora como possível órgão de governo na manipulação dos números trágicos de desemprego e precarização da sociedade laboral.
Ficamos ainda a conhecer uma espécie de acordo ou de jeitinho do IEFP aos partidos de poder para sistematicamente apagar desempregados das suas contas. Apesar de na semana passada se ter recusado a divulgar o número de desempregados "apagados", o presidente do IEFP, Francisco "Houdini" Madelino, diz que está tudo bem, porque "as anulações não são superiores ao limite máximo de anulações que foi em Outubro de 2004". Ou seja, numa altura em que ainda estava em funções o último Governo PSD-CDS.
Ver aqui e aqui
Call center da Segurança Social em Castelo Branco: Precários Inflexíveis continuam à espera e insistem numa resposta da ACT
Recordamos que:
Já lá vão dois meses desde que contactámos o Presidente da ACT. Os Precários Inflexíveis consideram que este assunto merece outra prioridade – não deixando de reconhecer que a agenda de Paulo Morgado de Carvalho será, certamente, apertada. Tem de haver espaço, por entre os afazeres do senhor Inspector-Geral do Trabalho, tanto tempo passado, para se dedicar a este tema. Em dois meses, consideramos no mínimo estranho que Paulo Morgado de Carvalho não tenha encontrado tempo para nos responder ou, como nos parece evidente, para se disponibilizar a receber-nos para uma reunião.
Continuaremos a insistir para que este assunto possa merecer alguns minutos da agenda de Paulo Morgado de Carvalho. Estaremos incessantemente, nos próximos dias, nas instalações da ACT a procurar essa oportunidade.
Os Precários Inflexíveis não desistem de obter estas respostas de quem tem a responsabilidade de as dar. O contador no nosso blog continua a marcar uma demora que é cada vez mais injustificável. Esperamos que a nossa presença nas instalações da ACT possa abreviar esta espera.
Domingo, 17 de Maio de 2009
Muita gente disse hoje "Não à Europa da Vergonha"!

Foi uma manifestação com muita energia e que revela a vontade destes trabalhadores e trabalhadoras lutarem pelos seus direitos. E que demonstra também que não estão sós. A precariedade associada à discriminação e, tantas vezes, também à ilegalidade forçada, torna estas pessoas vulneráveis à ganância de quem as vai explorando. A falsa "fortaleza" em que a Europa se quer transformar, inventando "quotas" enquanto autoriza que milhares de pessoas sejam exploradas de forma desumana é, de facto, uma marca que tem que envergonhar os europeus e toda a gente.
Esta sobre-exploração dos e das imigrantes, autorizada e promovida por Governos por essa Europa fora, só interessa mesmo a quem ganha com ela. Recusar esta vergonha é, de facto, um assunto que diz respeito a toda a gente.
notícias, por exemplo, aqui, aqui ou aqui.
Números bem mais que "preocupantes"

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009
Público quer reduzir salários dos trabalhadores
Estas medidas, continua José Manuel Fernandes, inserem-se numa vontade de poupança e corte de custos que o jornal tem vindo a implementar e que passou pela “renegociação com todos os fornecedores”, do operador de telecomunicações aos colaboradores externos. Contudo, quando questionado sobre qual o valor de poupança a atingir com estas medidas, José Manuel Fernandes diz que “não há um objectivo específico”.
A decisão de avançar para esta possibilidade terá sido tomada recentemente, uma vez que, no final de Abril, em entrevista ao M&P Pedro Nunes Pedro, administrador do título, quando questionado sobre uma eventual redução de colaboradores, negava essa possibilidade, garantindo que “não está pensado nenhum corte de colaboradores, nem nenhum corte salarial”.
Ver em Meios & Publicidade notícia completa.
Prova-se mais uma vez que os grandes patrões não são de confiança. E se num mês garantem que não está pensado nenhum despedimento nem corte salarial, logo no mês seguinte dão o dito por não dito e aproveitam a boa onda de um governo que fecha os olhos a quem vive do seu trabalho.
José Manuel Fernandes, como moço de recados obediente de Belmiro Filho (aka Paulo Azevedo), explica-nos ainda duas outras coisas: não há nenhum objectivo específico, querem portanto baixar os salários tanto quanto possível; e ainda, nem meia-dúzia de trabalhadores pretende ser reformado antecipadamente, e portanto, pelos vistos as pessoas não são "os malandros" que JMF gosta de apregoar.
Quinta-feira, 14 de Maio de 2009
As ideias fundamentais de Belmiro

É interessante também que, por um lado, sugira que os trabalhadores “têm de se contentar com pouco ou nada” e, por outro, fale dos “baixos lucros” que a empresa tem porque os consumidores não têm poder de compra. Pelos vistos, parece que o erro parece partir do próprio. Menos capital repartido, mais pobreza para uns, mais riqueza para outros.
E no meio dos vários milhões, ainda ficam com dúvidas sobre os despedimentos que podem ou não ocorrer. Com as variações de humor e as afirmações que são descredibilizadas um dia depois, ficamos sem saber se amanhã quererá subir os salários. Mas suspeitamos que não.
Quarta-feira, 13 de Maio de 2009
O CV de José "Joe" Berardo

Joe Berardo, é homem de negócios, ou melhor, de dinheiro. Ora está a mandar postas de pescada sobre as negociatas do BCP, sobre a Cimpor, sobre o Benfica, ora está, com o dinheiro que vai acumulando muitas vezes de forma pouco clara, a aumentar posições em empresas como a Portugal Telecom ou a PT Multimédia, entre outras.
É homem dos sete ofícios do capital, e não se livra de vez em quando, de um importúnio de alguma investigação que tipicamente fica em águas de bacalhau: seja a Operação Furacão, sejam a citação na Comissão de Inquérito Van Zyl por exportação ilegal em que são apontados relacionamentos próximos entre Berardo e o líder do Apartheid Pik Botha.
Mais recentemente, o nome de Joe Berardo tem surgido na imprensa relacionado com a especulação imobiliária que terá efectuado na Ria de Alvor, tendo o preço da Quinta da Rocha passado de 500 mil para 15 milhões de euros.
Ontem e hoje, surgiram notícias de mais uma bela entrada no curriculum de Joe Berardo. O negociante vai efectuar um despedimento colectivo de cerca de 100 funcionários no seu Hotel Savoy na Madeira. Hoje, é possível em Portugal, anunciar que a empresa vai continuar a funcionar, aliás, vai funcionar no mesmo local (mas num edifício novo) e mesmo assim, despedir mais de cem pessoas no total.
Pelos vistos, para a ACT e para o Ministério do Trabalho, tudo está bem quando acaba mal, desde que os patrões ricos continuem mais ricos.
Desemprego tira sono a Sócrates

Nas suas palavras:"Acredite, também tenho os meus momentos de angústia e também tenho os meus momentos em que não durmo a pensar nisso e sei bem o que isto significa em todo o mundo."
No entanto, Sócrates acredita que o Governo vai vencer esta crise tal como já venceu outras.
Se este post fosse um clip do euronews tínhamos de o incluir na rubrica NO COMMENTS
Greve e manifestação de enfermeiros

notícias, por exemplo, aqui, aqui ou aqui.
Domingo, 10 de Maio de 2009
Relação de Évora considera alterações ao Código do Trabalho uma "fraude à lei"

por SUSETE FRANCISCO
Um colectivo de juízes do Tribunal da Relação de Évora acusa o PS de ter tentado resolver a omissão de contra-ordenações no código laboral através de um "expediente legal, em manifesta fraude à lei". E sem resultado: rectificação dos socialistas à lei é uma "inexistência jurídica". O que significa que continua o vazio legal na segurança, higiene e saúde no trabalho.
Depois de várias decisões em primeira instância críticas do novo Código do Trabalho, agora é a vez de um tribunal superior arrasar a rectificação feita pelo PS à lei laboral. Um acórdão do Tribunal da Relação de Évora considera que os socialistas tentaram, com uma "fraude à lei", resolver a omissão de coimas em matéria de segurança, higiene e saúde no trabalho. Mas não resolveram.
O colectivo de juízes afirma que a solução dos socialistas para resolver a omissão no diploma não tem qualquer efeito legal - é uma "inexistência jurídica". Uma conclusão que teve como consequência a revogação pelo tribunal de coimas aplicadas pela Inspecção-Geral do Trabalho (IGT), por violação das obrigações do empregador, num acidente que resultou na morte de um trabalhador.
Emitido a cinco de Maio último, o acórdão do Tribunal da Relação de Évora não poupa nas palavras para qualificar a forma como o PS tentou preencher o vazio legal no Código do Trabalho. Uma solução "ilegítima", aponta o documento. Que vai mais longe - a rectificação do PS representa um "procedimento grave e inadmissível num Estado de Direito subordinado à Constituição e fundado na legalidade democrática".
O colectivo de juízes critica a maioria parlamentar por ter recorrido a uma figura legal que permite apenas a correcção de erros gramaticais, quando o que estava em causa eram alterações substanciais. O acórdão aponta uma "ilegítima e abusiva alteração de fundo", com recurso à utilização "indevida e lamentável de um expediente legal". Mais - "Em manifesta fraude à lei". »
Sábado, 9 de Maio de 2009
Prémio Nacional de Jornalismo Universitário

Estiveram presentes neste evento algumas dezenas de pessoas – estudantes, jornalistas, professores e representantes de várias organizações.

Podes ouvir a reportagem completa com testemunhos de trabalhadores: aqui.
Sexta-feira, 8 de Maio de 2009
Inauguração do maior Centro de Precariedade da Europa, Dura Vita Tejo
Somos cada vez mais precários, mais desempregados, mais mal-empregados. A ideia de que mais vale ser precário que desempregado não convence ninguém. Não é assim que se pode esperar sair da tal crise ou contribuir para o progresso do país. O Dolce Vita Tejo é mais uma contribuição para o baixar contínuo da fasquia dos direitos de quem trabalha.
Passado o frenesim unanimista das primeiras horas, esperamos agora que se contem as outras histórias: as histórias de quem trabalha no Dolce Vita Tejo sem direitos.
Governo recua e acaba com a declaração anual do IVA para recibos verdes!

notícia aqui.
Quinta-feira, 7 de Maio de 2009
Precários Inflexíveis acusam CM das Caldas de promover trabalho precário

A Câmara quer investir 700 mil euros na compra de instalações para permitir a expansão de um call-center na cidade cedendo à chantagem da empresa que ameaçou com uma deslocalização.
O Presidente da Câmara, Fernando Costa do PSD, referiu que a autarquia não cedeu a "espécie alguma de chantagem" e lembrou que a empresa Contact já tinha sido apoiada quando se instalou na cidade.
Pedro Champalimaud, Administrador delegado da Contact, garantiu que 320 dos 450 trabalhadores do call-center têm vinculo laboral com a empresa e que os restantes 130 estão em regime de trabalho temporário para permitir à Contact adaptar-se aos "picos sazonais".
Este Administrador da Contact quis ainda esclarecer que a empresa continua a querer investir nas instalações das Caldas da Rainha, pelo que a "deslocalização da infra-estrutura" nunca esteve em causa.
Os Precários Inflexíveis anunciaram que irão contactar os clientes da Contact (RTP, Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana e o IPJ) para que estes se pernunciem sobre "esta extorsão de dinheiro dos contribuintes".
"Razoável"
Aparentemente já não precisamos deles e, provavelmente, não terão direito a uma vida digna e sustentável em território europeu.
Parece que alguns de nós já se esqueceram dos fluxos migratórios de Portugueses para França. Outros fazem questão de nos lembrar que essa história não é ficção.
Ficaremos atentos aos desenvolvimentos desta notícia.
Van Zeller pisca novamente o olho a Sócrates
Van Zeller e patrões, apenas olham para os trabalhadores quando é preciso criar riqueza, produzir e acumular mais uns milhões na sua conta.
Outra das propostas apresentadas hoje é uma espécie de anedota. A confederação de Francisco Van Zeller sugere que em situações de fusão e aquisição (entre empresas) sejam permitidas deduções de prejuízos fiscais ao lucro tributável. Ou seja, quando as empresas se fundem ou uma empresa compra outra (em mais de 50% do capital), não devem pagar tantos impostos sobre o lucro. Lamentavelmente não tivemos acesso à explicação desta anedota, por isso, não nos rimos.
O problema é que Sócrates costuma achar piada a estas anedotas de mau gosto.
Ver aqui e aqui
Terça-feira, 5 de Maio de 2009
Quando a crise se combate com mais precariedade
Pouca gente não reconhecerá que Sócrates tem uma máquina de propaganda fantástica e que a imagem que passa, muito mais do que o conteúdo, é afinada ao pormenor para que os dividendos eleitorais se façam sentir. A imagem é tudo, a frase certa é o fundamental.
Com as mudanças no Código do Trabalho, Sócrates e Vieira da Silva procuraram capitalizar simpatias através de uma suposta luta contra a precariedade. Nós dissemos exactamente o contrário. As mudanças propostas eram rebuçados e nada mudariam no panorama do trabalho precário generalizado em Portugal. Bem pelo contrário, algumas delas, iriam até alargar a abrangência da precariedade, e pior, introduzindo factores contraditórios de legalidade/ilegalidade como os 5% pagos pelas empresas que contratam a recibo verde.
Pois bem. Duas das bandeiras de Sócrates, o agravamento (em 3%) da taxa social única para os contratos a prazo, e a baixa (em 1%) da taxa social única para os contratos sem termo (efectivos), não vão entrar em vigor e vão ser adiadas, pelo menos, até 2011. Os famosos 5% que as empresas que contratam a recibo verde vão pagar, também vão ser adiados, com entrada faseada, prevista, para 2010. Em boa altura o Mayday Lisboa disse que "5% de contribuição até fazia rir o patrão".
Apesar de Sócrates saber que essas são peças fundamentais da camuflagem do Código de Trabalho venenoso que aprovou, foi obrigado a voltar a trás e a dar o dito pelo não dito.
E se Vieira da Silva diz que "em Portugal é fácil despedir, senão não haveria tanto desemprego", ao mesmo tempo, assume que não só avançam com o facilitar dos despedimentos e a não integração dos trabalhadores nas empresas - mesmo quando são injustamente despedidos e isso se prova judicialmente - mas também assumem toda a sua incoerência e cinismo no tratamento de quem trabalha.
Para eles, o mundo do trabalho em Portugal é mais profícuo quando as empresas não pagam os impostos que devem, pagam baixos salários, abusam da precariedade das pessoas, contratam a recibo verde num autêntico mercado paralelo que prejudica essencialmente as pessoas que vivem do seu trabalho ao mesmo tempo que roubam estado.
Para Sócrates e Vieira da Silva, a crise combate-se com mais precariedade. Mas como foi dito no Mayday Lisboa 2009, NÓS NÃO PAGAMOS A CRISE DELES.
rUImAIA
Segunda-feira, 4 de Maio de 2009
Reunião do PI

Se quiseres vir construir esses caminhos connosco envia um email para precariosinflexiveis@gmail.com
Em Portugal o desemprego seguirá a subir

O défice orçamental também subirá este ano para 6,5% do PIB e em 2010 atingirá os 6,7%.
A crise em directo...












