Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

Trabalhadores do Casino Estoril avançam com providência cautelar para tentar impedir despedimentos

Tal como tínhamos denunciado em Agosto de 2009, a administração do Casino Estoril  preparou um despedimento colectivo cujo único motivo é, não a sustentabilidade financeira ou subsistência da empresa, mas sim a manutenção dos níveis de elevadíssimo lucro dos donos do casino, neste caso, do bem conhecido Stanley Ho, 86º homem mais rico do mundo (Forbes).


A administração tenta assim cortar despesas em 7,5 milhões de euros, o que inclui o despedimento de trabalhadores para garantir 55% desse valor. Aquilo que para os trabalhadores do casino é uma questão de sobrevivência básica, para outros, a administração e Stanley Ho, é uma questão de aumento ou manutenção das suas receitas grotescas. É portanto a questão laboral nas suas perspectivas habituais.
Ver:
Estoril-Sol: providência cautelar tenta impedir despedimentos
Administração da Estoril Sol planeia despedimentos para manter fortuna colossal de Stanley Ho

4 comentários:

mal-empregado desempregado disse...

Tipo de Contrato Oferecido: A Termo

Duração: 6 (meses)

Trabalho a Tempo: Completo

Remuneração oferecida: 422 Euro

Subsídio de Refeição: 4

http://www.netemprego.gov.pt/IEFP/pesquisas/detalheOfertas.do?idOferta=587682559&name=ofertas&tipoOferta=ABE&emailOrigem=

rUImAIA disse...

pois é ... a geração 500€ em breve vai passar à história. Vai transformar-se na geração 400€ senão estivermos muito atentos e mobilizados.
Na grécia, hoje, há pessoas com os salários reduzidos em centenas de euros... a receita para cá é igual.
bem se vê.

feija disse...

esta oferta é ilegal!! é preciso denunciá-la...
não pode haver nenhum trabalho a tempo inteiro que seja remunerado abaixo do ordenado mínimo, que agora são 475€...

Anónimo disse...

Eles estão a pedir o que é se direito! Querem trabalhar! Querem o posto de trabalho que tão duramente mantiveram. O Estado deveria supervisionar estes processos, porque quem despede nesta circunstâncias usa as mais diversas clivagens para contornar a lei. Afinal, não será mais dispendioso para o erário público pagar subsídios de desemprego a estas pessoas?
Quem com responsabilidades, governativas e jurídicas está por detrás deste despedimento ilegal, que leva o estado a suportar o subsídio destes 112 trabalhadores.”
Farto de ver esta veemente denúncia, aqui já exposta aos Srs. Deputados. Esta mensagem via email, por parte de trabalhadores que foram despedidos sem apelo nem agravo do Casino do Estoril, mostra bem o que significa as leis laborais: letra morta, a falta de cumprimento das próprias leis do sistema.

Esta denúncia também demonstra que sem a determinação na luta contra as políticas reaccionárias do governo, estas situações propagam-se como faúlhas. Por isso façamos, explorados, em contrapartida que o combate contra o grande capital se intensifique, alastrando como o fogo numa floresta.

“Nestas condições não constituirá um escândalo e uma imoralidade proceder-se à destruição da expectativa de vida de tanta gente? Para mais quando a média de idades das mulheres e homens despedidos se situa nos 49,7 anos?
Infelizmente, a notícia de mais um despedimento colectivo tem-se vindo a tornar no nosso país numa situação de banalidade, à qual os órgãos de comunicação social atribuem cada vez menos relevância, deixando por isso escondidos os verdadeiros dramas humanos que sempre estão associados à perda do ganha-pão de um homem, de uma mulher ou de uma família.
Mas, para além do quase silêncio da comunicação social, o que mais choca os cidadãos atingidos por este flagelo é a impassibilidade do Estado a quem compete, através dos organismos criados para o efeito, vigiar e fazer cumprir os imperativos Constitucionais e legais de protecção ao emprego.

E o que mais choca ainda é a própria participação do Estado, quer por omissão do cumprimento de deveres quer, sobretudo, por cumplicidade activa no cometimento de actos que objectivamente favorecem o despedimento de trabalhadores.

Referimo-nos, Senhores Deputados da República, à impassibilidade de organismos como a ACT-Autoridade para as Condições do Trabalho e DGERT (serviço específico do Ministério do Trabalho) que, solicitados a fiscalizar as condições substantivas do despedimento, nada fizeram mediante as provas que presenciaram.
Não gosto de ver o caos em que puseram este país, por irresponsabilidade, por falta de respeito, pelo cidadão nos casos da justiça que a civilização criou como valores para a igualdade.
Muitas das vezes, os nossos governantes não têm a capacidade de perceber para onde nos estão a conduzir ou não têm a coragem de assumir. Isso custa-me, porque há vítimas que estão a sofrer imenso.
Por má gestão, por causa de carreiras meteóricas.
Não posso deixar de condenar, todo o governante ou político, que pôs o seu trajecto individual e social acima do trajecto colectivo.
Podem não se importar com as palavras, mas o certo é que não deixa de ser egoísmo, egocentrismo, quase tirania.