Terça-feira, 30 de Novembro de 2010

Denúncia de falsos recibos verdes no Metro do Porto




Como refere o movimento FERVE, a ViaPorto, consórcio para a subconcessão da operação e manutenção da Metro do Porto, é responsável pela contratação dos agentes de estação, promovendo a precariedade nesta contratação. Segundo um testemunho que igualmente recebemos, há trabalhadores com contrato de trabalho e outros 75 que se encontram ilegalmente a recibos verdes. Esta denúncia foi já encaminhada para a Autoridade das Condições de Trabalho.

Vejamos:


1- Local de trabalho: Metro do Porto;
2- Horário: Estão obrigados a cumprir um horário diário de 8 horas e têm uma escala mensal;
3- Salário: Recebem mensalmente um valor fixo, sendo que o subsídio de alimentação incluído é muito inferior ao dos restantes Agentes de Estação ViaPorto;
4- Hierarquia: Dependem de duas chefias às quais estão obrigados a reportar e cumprir normas de procedimentos internos;
5- Direitos: Não há férias, subsídio de férias, de Natal, segurança social, desemprego, doença, nem seguro;
6- Farda: Tiveram de pagar a farda, que é igual à dos agentes com contrato de trabalho (fornecida gratuitamente).

O consórcio Via Porto assinou contrato com a Metro do Porto no passado dia 26 de Fevereiro, tendo iniciado as suas funções de gestão no dia 1 de Abril deste ano, como noticia o Jornal de Notícias.

Sabes que podes receber subsídio de desemprego se tiveres salários em atraso?

Este corresponde a um caso especial de direito a prestações de desemprego, ao abrigo do Artigo 25º da Lei n.º 105/2009, de 14 de Setembro.

Segundo o n.º 1 do Artigo 25º, "o trabalhador que suspenda o contrato de trabalho com fundamento em não pagamento pontual da retribuição tem direito a prestações de desemprego durante o período de suspensão".

Vê aqui, no site do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL), informação detalhada sobre como podes activar o teu direito à retribuição no caso de teres salários em atraso:
SPGL :: Consultório Jurídico :: Suspensão do Contrato de Trabalho

Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

Administração das Páginas Amarelas (maioria PT) chantageia trabalhadores despedidos, isola-os e tenta boicotar Comissão de Trabalhadores

A administração das Páginas Amarelas tenta realizar um despedimento colectivo de 70 pessoas para que sejam substituídas por trabalhadores sem direitos, como sempre por intermédio de Empresas de Trabalho Temporário. É o exemplo clássico da reorganização do mercado de trabalho em curso.

A administração das Páginas Amarelas tem maioria da Portugal Telecom, através de 2 administradores nomeados pela PT e ainda o Presidente do Conselho da Administração, Raul Capela.

Lê a notícia TVNET, com base no comunicado da CT, que detalha a situação inaceitável que os trabalhadores e a CT enfrentam perante a administração das Páginas Amarelas. Vê também (clica em Ler mais... o vídeo do PI com a entrevista aos trabalhadores das PA).

Código Contributivo: Governo cede a pressões e cria excepções na contribuição de 5% das empresas que recorrem a recibos verdes

A nova redacção do Código Contributivo, aprovada no parlamento na passada 5ª feira, controu com uma alteração de última hora: através de um requerimento, o Partido Socialista, pela porta das traseiras e escapando ao debate público sobre o assunto, impôs uma "excepção" à contribuição de 5% nos descontos para a Segurança Social por parte das empresas que concentram 80% dos rendimentos de um trabalhador a recibos verdes. Esta isenção na "prestação de serviços que, por imposição legal, só possa ser desempenhada como trabalho independente" foi feita à medida dos interesses das empresas do sector dos seguros e, conforme noticia o jornal Expresso, depois destas terem pressionado amplamente o Governo nesse sentido. No mesmo jornal, pode ainda ler-se que uma empresa do sector, pertencente ao grupo da Caixa Geral de Depósitos (a GEP), com o objectivo de escapar a esta contribuição, está a pressionar trabalhadores a recibos verdes a constituírem empresas.
Como dissemos desde o início, a contribuição de 5% nas empresas que recorrem à vinculação a recibos verdes é pouco mais do que fingir um combate à precariedade que precisa de seriedade e energia. Aliás, este Código Contributivo é, no essencial, injusto e agrava as condições para quem trabalha a recibos verdes, uma vez que aumenta a taxa contributiva e não garante uma verdadeira proporção entre rendimentos e contribuições (vê a análise do PI ao Código Contributivo, aqui). No entanto, esta cedência às pressões do patronato, feita à última hora e por baixo da mesa, ilustra bem o espírito com que estas medidas estão a ser implementadas. Mas demonstra também o que já sabíamos: as contribuições para a Segurança Social são hoje um dos factores fundamentais que justificam as vantagens desta fraude social de grandes enormes dimensões que são os falsos recibos verdes.

Sábado, 27 de Novembro de 2010

Na Greve Geral estivemos na rua!

Na passada 4ª feira, o conjunto da população protestou para parar a austeridade e as injustiças. Apesar das intimidações, que fomos constatando e denunciando ao longo do dia, muitos trabalhadores e trabalhadoras decidiram não trabalhar nesse dia, juntando-se à maior mobilização das últimas décadas. Com a precariedade a crescer, a chantagem e a ausência de direitos era uma das principais ameaças à dimensão do protesto. No entanto, os precários e as precárias fizeram inequivocamente parte desta grande Greve Geral.


Os Precários Inflexíveis estiveram na rua e nos locais de trabalho durante toda esta jornada de luta, contactando trabalhadores, dando força à organização da greve, recolhendo informações que foram divulgadas durante  todo o dia. No primeiro piquete da Greve, no Aeroporto de Lisboa, ainda na noite de dia 23. Em piquetes importantes dos transportes públicos, ao longo da madrugada (aqui ou aqui). Nos CTT, onde uma intervenção policial tentou desmobilizar o piquete. Com os trabalhadores da agência Lusa, que aderiram à greve e se concentraram em frente às instalações da empresa. Acompanhando o encerramento de faculdades e a participação de estudantes na greve (aqui ou aqui). E, sobretudo, toda a manhã na zona comercial de Lisboa (Baixa e Chiado), onde impera a precariedade descarada. E também em vários call centers, em que recolhemos testemunhos importantes (aqui ou aqui). Por essa altura, os Intermitentes também andavam pelas ruas de Lisboa.

À tarde ocupámos o centro da cidade com o protesto (vídeo acima). No Rossio, apelámos, em conjunto com a Plataforma dos Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual, a uma concentração para juntar vozes e as suas razões para a luta. Além da música inspiradora dos Loucos da Lisboa, várias intervenções deram energia àquela tarde de mobilização. No final da concentração, passa no Rossio uma manifestação que juntou algumas centenas de pessoas no centro da cidade. Pouco depois, teve lugar o grande concerto organizado pelo SPGL, que juntou milhares de pessoas na Praça da Figueira e onde se fez, no fundo, uma grande concentração de balanço da Greve Geral. Antes disso, no Porto, os nossos companheiros e companheiras do FERVE também estiveram na rua, num final de tarde em que algumas centenas de pessoas se juntaram pela greve nos Aliados.

algumas notícias: aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui ou aqui.

"Micro-piquetes": os Intermitentes nas ruas de Lisboa na Greve Geral

No dia 24 de Novembro, dia de Greve Geral, os Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual também trouxeram a Greve Geral para as ruas de Lisboa. O apelo à participação na greve e a denúncia dos cortes na cultura chegaram assim a muita gente pela voz destes profissionais que sabem muito bem o que é a precariedade. Para além de se terem juntado aos Precários Inflexíveis e outras organizações no Rossio, durante o dia fizeram também "micro-piquetes" em alguns locais de produção cultural e caminharam em protesto pelo centro da cidade.

O Coro da Achada esteve com a Greve Geral , cantando e mobilizando no centro de Lisboa

O Coro da Achada convocou e participou na Greve Geral. Estiveram com os Precários Inflexíveis no Largo Camões a caminho da greve e, no dia 24 de Novembro, cantaram um pouco por toda a Baixa da cidade de Lisboa, não deixando de visitar o interior de uma das grandes catedrais da precariedade, os Armazéns do Chiado, onde a chantagem dos patrões para furar a greve foi grande:


"O contra-ataque não se teme!"

Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010

+trab. temporário => -formação -produção +desemprego +precariedade



O raciocino é simples e óbvio, quanto maior for a estabilidade das relações laborais maior é capacidade e possibilidade de aprendizagem e de criação de conhecimento, portanto, maior é a qualificação. A estabilidade do trabalho possibilita o aprofundamento e o ganho de competências, mas também o fortalecimento das relações e o aperfeiçoamento da divisão técnica do trabalho, assim como a criação de identidades individuais e colectivas. Por outro lado, o trabalho estável possibilita a prática e o desenvolvimento de outras actividades da esfera social, económica, ambiental e política essenciais para o desenvolvimento sustentável. Estes são factores que, por diversos motivos (evolução tecnológica, etc.), estão cada vez mais relacionados com a produtividade do trabalho. As Empresas de Trabalho Temporário (ETT's), que actualmente representam fortemente o caminho da fragmentação  do trabalho à escala temporal e espacial, mas também ao nível das relações hierárquicas (trabalhador-ETT-"utilizador") e colectivas, contribuem assim para a instabilidade e precariedade na vida dos trabalhadores, tendo repercussões negativas a vários níveis (económicos, ambientais, sociais e políticos).

Arquitectos estiveram com a Greve Geral

Os arquitectos estão hoje entre os sectores mais precarizados. Na sua esmagadora maioria trabalham por conta de outrem, em ateliers mais ou menos consagrados, mas os contratatos de trabalho são quase inexistentes. São vários milhares de pessoas a viver a falsos recibos verdes, muitas vezes com baixos salários e sem quaisquer direitos. Apesar deste cenário que dificulta o direito ao protesto, muitos foram os que, mesmo não podendo parar, quiseram estar com a Greve Geral da passada 4ª feira. A Plataforma Maldita Arquitectura apelou ao "Mural da Greve" e recebeu várias mensagens durante o dia 24, numa iniciativa que demonstra que estes profissionais estão a sair do isolamento e a procurar organizar-se para combater a impunidade que lhes impõe a degradação das condições de trabalho.

Portugal é o terceiro país europeu com mais precariedade

A Comissão Europeia divulgou ontem o relatório anual sobre o mercado laboral, no qual indica que Portugal está entre os três países europeus com maior peso do trabalho precário. Números oficiais que falam em 53,5% de contratos precários dos trabalhadores entre os 15 e os 24 anos; 20% entre os 15 e os 49 anos; 10% entre os 50 e os 64 anos. Um cenário de verdadeiro colapso social, mas que, infelizmente, não surpreende. E até, como sabemos, está estimado abaixo da realidade.
Este relatório, no entanto, tem alguma novidade: a Comissão Europeia admite, mesmo que de forma tímida, que a desregulamentação das leis laborais tem efeitos negativos no emprego, na qualidade de vida e até... na produtividade. E assinala ainda que a precariedade é cada vez mais uma condição permanente para milhões de pessoas, apenas interrompida por períodos de desemprego. Neste projecto sem futuro, a Comissão Europeia descobre - acabaram as surpresas... - uma única solução: a "flexisegurança". Ou seja, impor a precariedade generalizada, para toda a gente e sem excepção, mas temperada com uma promessa vaga de apoio no desemprego. Neste beco sem saída política, em que a precariedade é o problema e a solução ao mesmo tempo, não se encontra mais do que desorientação perante a indignação crescente. Da nossa parte, só nos resta mesmo lutar para exigir o presente e o futuro, recusando a precariedade, o desemprego e austeridade sem fim à vista.

notícias, por exemplo, aqui ou aqui.

Mais 3 milhões de pobres por ano no mundo. Mais trabalho precário e produtividade individual em Portugal. Menos salário em Portugal. Mais promessas mentirosas dos corruptos do mundo.

Há notícias que, sem dados que as justifiquem, mais parecem um comunicado de Durão Barroso, Sócrates ou Merkel. Não há contraditório, não há jornalismo, não há informação. No entanto, sabemos das pressões a que os jornalistas (quase todos precários) estão sujeitos. Ainda assim, hoje foram divulgadas várias notícias que informam e são justificadas por números e avaliações estatísticas oficiais e não desmentidas. Começamos pelos comunicados (2) via DN e seguimos com um resumo das restantes:

Vídeo PI :: Greve Geral :: Concerto em Lisboa

Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

Vídeo :: O país parou? E quem não pode parar?

Afinal, depois da Greve Geral, o país parou ou não?

Hoje os media estão infectados por uma mensagem do governo e dos patrões: "O país não parou na Greve Geral!"

Por que discutem eles se o país parou ou não? O que quererá isso dizer? Porque não colocam outras questões como:  
  • Porque não fazem greve muitos dos trabalhadores precários quanto tantas centenas de milhar de outros a fazem?
  • Porque apoiam a greve os trabalhadores precários e muitos não aderiram à greve?
  • Porque pararam os sectores fundamentais da economia, onde ainda existe organização laboral, e quase não pararam as famigeradas PME, os Call-Centers, Centros Comerciais e outros locais de trabalho precário?

Mas não fugimos à questão que o governo  e os patrões colocam nos media. Antes respondemos que eles não discutem a mobilização e a percepção pública sobre a necessidade da Greve Geral como forma de manifestação de um povo que não aceita produzir e ser  mais roubado.  A Greve Geral aconteceu, foi de todos, paralisou boa parte dos serviços essenciais do país e o apoio foi esmagador. Helena André e os patrões sabem que perderam. Eles não o discutem, foram derrotados porque as pessoas, trabalhadores, afirmaram ontem que não aceitam o roubo organizado.

"Casa do grevista" ocupada e desalojada em Lisboa

Algumas pessoas ocuparam um prédio na Rua de São Lázaro, em Lisboa. O "Colectivo Matéria Bruta", que participou numa manifestação que ontem, no final da tarde da Greve Geral em Lisboa, juntou algumas centenas de pessoas, ocupou este espaço devoluto no centro da cidade e que é propriedade da Câmara Municipal. A ocupação ocorreu ainda ontem e para hoje estava previsto um jantar no local.

A "Casa do grevista", ocupada ainda durante o dia de ontem, foi, no entanto, desalojada no final da tarde de hoje, conforme mostra o vídeo acima. A polícia retirou os ocupas e deteve 9 pessoas, que já foram entretanto libertadas.

Esta ocupação, como se percebe até pelo som do vídeo, mereceu o apoio dos vizinhos, que contestam a presença deste prédio devoluto. Esta é uma triste realidade no país e, em particular na cidade de Lisboa: muitas casas devolutas, ocupando espaço e apenas servindo os interesses da especulação, enquanto milhares de pessoas são empurradas para fora da cidade ou sujeitas aos mercados de aquisição ou aluguer, que afastam grande parte da população.

notícias aqui, aqui ou aqui.

Governo está a «fingir» que resolve o problema dos recibos verdes

A TSF assinala a aprovação do Código Contributivo e divulga a posição do PI sobre a medida aprovada no Orçamento de Estado para 2011, que agrava para cerca de 30 por cento descontos dos trabalhadores a recibos verdes: a partir de 1 de Janeiro do próximo ano, os trabalhadores a recibos verdes vão ser penalizados com uma taxa de 29,6 % de descontos. Notícia, com áudio, aqui.

O Governo está a fingir que resolve o problema e mantém as injustiças fundamentais. Continua a não existir uma verdadeira proporcionalidade entre rendimentos e descontos. Com a existência de escalões, pessoas com rendimentos realmente diferentes podem pagar o mesmo. O cálculo do valor a pagar é feito com base em rendimentos do ano anterior, ignorando por completo a verdadeira situação de quem trabalha a recibos verdes. Os descontos deveriam reflectir, em cada mês, o valor dos recibos passados nesse mês, mediante a aplicação de uma taxa justa: simples, sem escalões nem outras formas de penalizar estes trabalhadores, sobretudo os que têm rendimentos mais baixos.

Vídeo :: Depoimento anónimo recolhido pelo PI à porta de um Call-Center da PT Contact

Este vídeo documenta a chantagem exercida no call-center para que os trabalhadores precários, neste caso, num Call-Center da PT Contact, não aderissem à Greve Geral. A maior greve de sempre em Portugal teve ontem sucesso porque foi feita em união de esforços entre sindicatos, foi uma grande organização. Os trabalhadores precários estiveram na mobilização e deram o seu melhor contributo para a construção e concretização da greve. Muitos trabalhadores precários aderiram à greve, tal como também nos foi relatado, mas não aceitamos que a exploração, a precariedade, o isolamento e a chantagem retirem a liberdade às pessoas de decidir quais as formas de luta que escolhem.


Vídeo :: Na Greve Geral, PI em contacto com trabalhadores do call center no bairro do Rêgo

Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

Helena André e patrões ficam acantonados na arrogância e prepotência

Os líderes das centrais sindicais que convocaram a greve, CGTP e UGT, assumiram publicamente uma Greve Geral notável, bem como diversas outras figuras do meio político e social. O governo, por intermédio de Helena André (Ministra do Trabalho), vem alinhar com os patrões numa estratégia de descredibilização e diminuição da greve.

O acantonamento ideológico dos patrões e do governo fica evidente na sua incapacidade de lidar com a força e organização dos trabalhadores, por isso, colocam-se, apesar da evidência da força da Greve Geral de hoje,  numa posição arrogante e prepotente de quem afirma que a greve foi residual.

Centenas de precári@s no Rossio



Pela primeira vez os movimentos de trabalhadores precários aderiram a uma Greve Geral em Portugal e marcaram este momento histórico com uma presença significativa na concentração organizada pelos Precários Inflexíveis em conjunto com os Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual (IEA).
O Rossio tem sido um dos centros de reunião dos trabalhadores em greve, com a presença de um posto móvel da União de Sindicatos de Lisboa que ali permaneceu ao longo de todo o dia. Durante a manhã, o local foi palco da intervenção dos Intermitentes com equipas de micro-piquetes a atravessar a praça em marcha lenta.

Às 15h00, centenas de trabalhadoras e trabalhadores precários juntaram-se no centro do Rossio. Além da actuação dos Loucos da Lisboa, várias pessoas pegaram no microfone para falar das suas razões para o protesto: Sara Rocha (PI), Sofia Neuparth, Bruno Cabral e Carla Bolito (dos IEA), Romana Sousa (da Associação das Profissionais do Regime de Amas), Sara Dias de Oliveira (uma das advogadas que tem estado a prestar apoio jurídico aos precários), trabalhadoras abrangidas pelo vergonhoso despedimento colectivo nas Páginas Amarelas, Rodrigo Rivera (do Colectivo A Garra, que esteve envolvido no piquete que encerrou a FCSH), entre muitas outras pessoas. A banca do PI manteve-se a dar informações a todos os que por ali passaram. Neste momento, encontramo-nos na Praça da Figueira, onde decorre o prometido concerto organizado pelo SPGL.

Centrais sindicais: mais de três milhões de trabalhadores aderiram ao protesto

Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, afirmou hoje que mais de três milhões de trabalhadores aderiram à greve geral em protesto contra as medidas de austeridade do Governo. "É a greve geral com mais impacto que realizámos até hoje", disse Carvalho da Silva, em conferência de imprensa conjunta com o secretário-geral da UGT, João Proença, sobre o balanço da paralisação, aproveitando para mandar um recado ao poder político: "Queremos negociações".

Mais aqui.

PI esteve com trabalhadores da Lusa em greve, concentrados em frente à empresa

RTP: Mira Técnica evitada graças a empresas espanholas

A RTP está a registar forte adesão à greve desde as primeiras horas da manhã e a concentração de trabalhadores chegou a juntar uma centena de pessoas à porta da sede, em Lisboa. Fontes sindicais referem uma mobilização de 80 a 85% em Lisboa e no Porto. Na RDP Madeira, só o director e o editor terão ido trabalhar hoje. Os trabalhadores paralisados denunciam a utilização de meios técnicos alugados a empresas espanholas, assim como o recurso a trabalhadores precários. Boa parte da emissão de hoje está a ser transmitida graças a peças gravadas anteriormente, evitando assim à direcção da RTP ter de colocar a estação em mira técnica.

O Público acompanhou a manhã dos Precários Inflexíveis

Reportagem: A greve não é para quem quer, é para quem pode  
Por Rita Brandão Guerra

(Foto: Pedro Moutinho)

Tiago Gillot distribui panfletos e explica, nas traseiras do Centro Comercial do Chiado por onde entram trabalhadores, que estar com a greve hoje é o horizonte do seu dia porque se trata de um “protesto justo.” O movimento diz ter conhecimento de pessoas que receberam ameaças no local de trabalho, reorganização de turnos para garantir que as pessoas não faltem, trocas de folgas, táxis pagos pela entidade patronal para garantir a presença dos funcionários e boleias facilitadas pelos patrões. Estão ali “para receber relatos e fazer denúncias” no blogue dos Precários, mesmo que a maioria dos que falem peça anonimato, “porque tem receio.”

Greve Geral em Portugal corre Mundo. Franceses referem adesão "massiva"

A Greve Geral de hoje é notícia em alguns dos principais órgãos de informação internacionais.

A greve na AutoEuropa (foto Reuters)

A justiça parou em Portugal :)

Não! Desta vez é a sério. Ministério Público tem adesão de 87 por cento.

O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, João Palma, explicou que muitos dos tribunais, a nível nacional, estão fechados porque se conjugou a greve geral convocada com a dos magistrados. «Aqueles tribunais que não estão fechados estão com os serviços mínimos», avançou João Palma, considerando que houve uma «enorme» adesão à greve. 

A guerra de culpabilização dos trabalhadores já começou

A Agência Financeira publica que a greve geral pode custar 400 milhões à economia. Os números apresentados apenas confirmam os argumentos de quem defende a justiça da adesão à greve.

Os trabalhadores que aderiram não ganham, um valor que em média custa 38 euros para quem ganha o salário médio, cerca de 840 euros. Aquilo que o site avança como custos pesados para a economia e para os trabalhadores são 400 milhões de euros em falta que não foram hoje produzidos pelos trabalhadores grevistas.

Vídeo :: Trabalhadores dos CTT enfrentam a Polícia de Intervenção e bloqueiam camiões ilegais

Trabalhadores da RTP denunciam contratação de outsourcing para minimizar falhas da greve

Segundo o jornal Público, os "trabalhadores da RTP presentes esta manhã em piquete à porta da empresa denunciam que a televisão pública está a recorrer à contratação de trabalhadores de outras empresas em regime de outsourcing para minimizar falhas deixadas pela Greve Geral".
Ainda não há números da adesão da greve na RTP, mas na Lusa, sabemos que a paralisação atinge cerca de 280 trabalhadores num total de pouco mais de 300 e que os serviços noticiosos da manhã foram assegurados por Macau. Estes números (90%) colidem com os do Sindicato que o "piquete da manhã paralisou a 100%.", enquanto a notícia do Público aponta para apenas 60%.

Greve Geral: bombeiros profissionais queixam-se de ilegalidades em 5 corporações

O Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais denuncia violações do direito à greve em cinco corporações. A Câmara do Porto "não autorizou a realização do plenário no interior das instalações do quartel do Batalhão de Sapadores, violando os "mais básicos princípios da Constituição Portuguesa".

Em Braga, nos Bombeiros Sapadores, "o chefe de serviço queria mandar para casa todos os bombeiros que se assumiram como grevistas" e "só após a insistência do sindicato é que foi autorizada a permanência dos bombeiros no quartel para assegurar os serviços mínimos". Ainda segundo o sindicato, a greve está a ter uma adesão média de 88%.

Notícia I/Lusa

Vídeo :: Precários Inflexíveis em piquete de greve da Carris (Eléctricos) em Santo Amaro

Precários Inflexíveis contactam com trabalhadores precários no Chiado


Greve geral: Ponto da situação (actualização)

•    Maioria das escolas fechadas
•    Pelo menos três dezenas de Câmaras fecharam portas
•    Aeroportos portugueses com todos os voos cancelados
•    Serviços mínimos na Soflusa não foram cumpridos no período da manhã.
•    CP com 74% de comboios suprimidos até às 08:00
•    80% de adesão à greve na EMEL
•    Segurança Social no Areeiro encerrada.
•    Arquivo de Identificação de Lisboa encerrado.
•    Sindicato diz que 80% dos trabalhadores da CGD aderiram à greve

    Precários Inflexíveis organizam piquetes de contacto com trabalhadores em Lisboa

    O movimento de trabalhadores precários esteve com trabalhadores no dia de Greve Geral. Estivemos desde manhã nos Call-Centers da Estefânea, dos Anjos e também nas lojas do Chiado, desde o Centro Comercial às lojas de rua.

    Neste momento fazemos contacto directo com trabalhadores precários no seu local de trabalho, nas ruas da baixa Lisboa. Sabemos que a precariedade rouba muitos direitos e opções, mas queremos contribuir para que a Greve Geral chegue aos locais de trabalho mesmo que os patrões não gostem, mesmo que exerçam chantagem.

    Faculdade de Letras de Universidade de Lisboa

    Grupo de Estudantes com o apoio da direcção da Associação de Estudantes estão em piquete na Faculdade de Letra da UL. O piquete garante que não há aulas na faculdade.

    O pessoal não docente também fez greve (a rondar os 80%) enquanto que o pessoal docente está quase completamente ausente, aderindo à greve perto de 100% dos professores da faculdade.


    FCSH Lisboa :: PSP identifica estudantes com justificação de que estudantes estão a fazer manifestação

    Os agentes da PSP justificam que estão a identificar os estudantes porque estes estão a realizar uma manifestação não autorizada pelo Governo Civil.

    Portanto, o ridículo que os agentes Flávio Simões e Jorge Arnauth da PSP assumem, confronta o mais lato entendimento de democracia e liberdade num dia de Greve Geral.

    FCSH Lisboa :: PSP identifica estudantes e monta aparato policial sem justificação legal

    A faculdade garante que não chamou a policia. Quem o terá feito? O aparato é ridículo. Duas viaturas e meia dúzia de agentes.



    Circulação em Lisboa

    A forte adesão do sector dos transportes à greve faz com que haja muita dificuldade nos acessos a Lisboa. Acesso ao Campo Grande muito congestionado. Saldanha parado. Paragens da Carris com muita gente, poucos autocarros, com informação de “serviço perturbado” e tempos de espera superiores a 01h30. Metro sem circulação de comboios e com estações encerradas.

    FCSH Lisboa :: PSP entra na faculdade e identifica estudante

    O número de agentes da PSP a pressionar os estudantes em piquete na FCSH aumentou para 4. Desta vez, os agentes identificaram alguns estudantes apenas por estes estarem no piquete de contacto, algo que não está a coberto da lei. Para além desse facto, 2 dos agentes entraram na faculdade sem qualquer pedido de qualquer responsável, e inclusivamente foram "convidados" a sair pelo Director da faculdade e por um responsável do Conselho Pedagógico.

    A pressão da polícia sobe assim de gravidade na FCSH mas os estudantes mantêm-se firmes e determinados, garantindo que até ao momento não existam aulas a funcionar.

    FCSH Lisboa :: PSP visita pressiona concentração de colectivo de estudantes na Avenida de Berna

    Líderes da CGTP e UGT encontram-se com trabalhadores em greve na Autoeuropa

    Produção completamente parada nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo


    Adesão de 90% dos cerca de 760 trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo pára completamente a produção. Segundo Branco Viana, coordenador da União de Sindicatos de Viana do Castelo, cerca de 200 trabalhadores galegos que ali trabalham na reparação de um barco estão também solidários com a greve.

    Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL :: Colectivo A Garra em concentração com 20 estudantes

    Os estudantes d'A Garra em piquete/concentração na Greve Geral na porta da FCSH, apontam para uma greve total às aulas.



    Os serviços mínimos para abertura das aulas na FCSH não estão garantidos com cantina fechada. Também o bar da faculdade - Sabor a Nova - se manterá fechado.

    80% de greve nos funcionários auxiliares e de limpeza.

    Passos Coelho fura a greve mas fica angustiado!

    Passos Coelho não faz greve mas compreende a angústia dos portugueses. Passos aproveitou ainda a oportunidade para se descartar da responsabilidade de ter sido parte determinante para a aprovação do OE2011, também conhecido como PEC3.

    Questionado sobre se considera que a greve geral é também dirigida ao PSD, Passos Coelho respondeu que, apesar de o seu partido viabilizar, com a abstenção, o Orçamento do Estado para 2011, "este é o Orçamento do Governo".

    Ainda, Passos "fura-greves" Coelho, aproveita para mais uma vez apontar o dedo aos trabalhadores sobre a necessidade de trabalhar mais (para o mesmo salário?):
    "Nós vamos precisar, num futuro muito próximo, de lutar muito para trabalhar mais, para sermos mais competitivos, para pôr a nossa economia a crescer, e isso vai exigir de todos nós um redobrado esforço de trabalho", considerou.

    Medicina a meio-gaz no Porto

    Hospitais de Matosinhos e de St. António, no Porto: adesão rondou os 80 por cento durante a noite.

    IP Oncologia: adesão durante a noite rondou 90 por cento.


    Porto, Hospital de S. João: Consultas programadas e cirurgias programadas podem não se realizar. O sindicato diz que que não vai haver serviços mínimos. Os corredores do hospital estão praticamente vazios, constou a reportagem da TSF.

    Barcos em greve


    Segundo noticia a TSF, não há um único barco a fazer a ligação entre Cacilhas e Lisboa. De acordo com declarações
    de José Augusto Oliveira, dirigente sindical da Transtejo, «a actividade está parada a 100 por cento» e «até às 08:00 os navios que deveriam entrar não o vão fazer». 

    GNR, PSP e Polícia Marítima em greve de zelo. Outras forças de segurança aderem à greve

    Os sindicatos dos profissionais da GNR, PSP e Polícia Marítima não podem aderir à greve mas garantem que vão adoptar uma postura de greve de zelo, «mais pedagógica e preventiva». 

    Forças de segurança e da autoridade que devem aderir à greve: guardas prisionais, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e ASAE.  Os sindicatos dos inspectores do SEF e dos guardas prisionais referem que serão assegurados os serviços mínimos. 

    Greve Geral: Carris com 40% dos serviços programados às 06:15

    Lisboa, 24 nov (Lusa) - A Carris tinha, pelas 06:15 de hoje, cerca de 40 por cento dos serviços de transporte programados em funcionamento, adiantou à agência Lusa fonte oficial da empresa. Em dia de greve geral em Portugal, a transportadora assegurava ao começo da manhã perto de metade do trabalho programado.

    CP com 77% de comboios suprimidos nas primeiras seis horas do dia

    Entre as 00:00 e as 06:00 de hoje foram suprimidos 77 por cento dos comboios normalmente previstos pela CP, na sua maioria em grandes centros urbanos, devido à greve geral que se realiza em Portugal. 

    Segundo o balanço das 06:30 da empresa, foram realizadas 17 das 74 ligações previstas no período em questão. Em Lisboa, foram realizadas 5 viagens em 36 previstas, ao passo que no Porto o número foi de três ligações feitas em 11, indicou a assessora Ana Portela à agência Lusa.

    Rodoviária de Lisboa utiliza expedientes ilegais para reduzir efeitos da greve

    A Rodoviária de Lisboa está a mobilizar motoristas contratados, colocados de "prevenção" para diminuir os efeitos da greve. Os Precários Inflexíveis estiveram presentes em Santo Antão do Tojal e Bucelas, juntando-se aos piquetes organizados nestas duas estações de autocarros.
    Além daquele expediente, constatámos que, em Bucelas, a Rodoviária de Lisboa está a desenhar escalas de trabalho que começam às 5h e só terminam à 1h de amanhã, ou seja, 20 horas de trabalho. Um delegado sindical presente no piquete assegurou-nos que, apesar destas pressões, se espera uma adesão à greve de cerca de 50%.

    Vídeo :: Precários Inflexíveis acompanham situação nos CTT em Cabo Ruivo

    Um forte dispositivo policial ainda marcava presença quando o PI chegou a Cabo Ruivo. O vídeo documenta o testemunho de um dos trabalhadores no piquete de greve, e a forma como a Polícia de Intervenção acaba, sob ordens do comando, por ajudar a que a empresa desrespeite a lei da greve e proteja a entrada de empresas e camiões ilegais contratados para suprir as faltas de grevistas.

    Números da Greve Geral

    TMN: 80% de adesão no Call-center

    Autoeuropa: 90%

    SOCORI-Soc. Cortiças RioMeao, S.A.: 90%

    Imprensa Nacional Casa da Moeda: 100%

    Regimento de Sapadores Bombeiros CML: 95%

    CTT: 97% às 23h00

    SAKHTI PORTUGAL, S.A. (Maia): 100%

    EDP: 100% dos trabalhadores do Despacho de Lisboa

    Porto de Lisboa encerrado: greve dos Capitães, Oficiais e Pilotos da Marinha Mercante

    EPAL: 86%

    SAPA: 100% de adesão na empresa de alumínios na Abrunheira (Sintra)

    Hospital Júlio de Matos: 94%

    Estefânia e Hospital dos Capuchos: enfermeiros com 100% de adesão

    Hospital Santa Maria: 92%

    Saint-Gobain (ex-Covina): 100% de adesão no primeiro turno, em Santa Iria da Azóia

    Impormol: 83%

    Valorsul: 89% de adesão no primeiro turno

    Centralcer: 92% no primeiro turno

    Kraftfoods: 93%

    INEM: 77%

    Aeroporto: 100%

    Precários Inflexíveis no Combate de Blogs


    Combate de Blogs 30 from tvi24online on Vimeo.

    No início da madrugada de hoje os Precários Inflexíveis estiveram presentes no programa da TVI24 "Combate de Blogs". 

    António Saraiva, Presidente da CIP, diz que as pessoas estão indignadas devido a problemas de comunicação do Governo

    O chefe dos patrões da CIP, diz que "Esta greve não resolverá os nossos problemas". Diz também que existe um problema de comunicação do governo e que isso faz com que as pessoas, enfim, se aborreçam: "As pessoas estão muito indignadas por um conjunto de factores, desde logo por, na minha opinião, uma errada comunicação do Governo em relação às medidas, porque têm-nos vendido um paraíso e, afinal, descobre-se que estamos num inferno”.
    Como habitual, este chefe dos patrões, diz que a greve não resolverá nada e que só muito trabalho solucionará a situação problemática do país. O problema é que cada vez trabalhamos mais horas para menos salário. Ao mesmo tempo cada vez temos mais desemprego e precariedade. Esses são os verdadeiros problemas estruturais do país.

    Recolha de lixo praticamente parada no país

    Dados disponibilizados pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local indicam que:
    • Braga a recolha de lixo é feita por 50% o pessoal
    • Famalicão tem apenas uma viatura na recolha.
    Concelhos com 100% de adesão à greve dos trabalhadores da recolha de lixo:
    • Guimarães
    • Coimbra
    • Évora
    • Amadora
    • Loures
    • Vila Franca de Xira
    • Almada
    • Barreiro
    • Moita
    • Matosinhos
    • Viana do Castelo

    Líder da UGT denuncia pressões em empresas do Estado

    João Proença referiu, em particular, uma carta do presidente da Carris em que «claramente se diz que os trabalhadores não devem fazer greve»

    O líder da UGT denunciou pressões por parte de administrações de empresas do Estado que estão a intimidar trabalhadores com o objectivo de atenuar os efeitos da greve geral desta quarta-feira.

    «Na carta do presidente da Carris aos trabalhadores, datada de 22 de Novembro, claramente se diz que os trabalhadores não devem fazer greve e até ameaçam relativamente ao subsídio dos que recebem», explicou João Proença.

    Em declarações à TSF, o líder da UGT criticou ainda o «comportamento de inspectores que estão a deslocar autocarros de umas estações para outras para tentar criar melhores condições para furar a greve».

    «Quando fala da Caixa Geral de Depósitos, há gerentes que estão a telefonar hoje para os trabalhadores a dizer que o problema já está resolvido e já não vai haver cortes na CGD e por isso já não devem fazer greve», acrescentou.
    Via www.tsf.pt

    Os custos da greve

    Segundo a TVI, a greve irá custar ao país entre 200 e 400 milhões de euros. Por outro lado, a estação televisiva recorda que no sector público, "quanto maior for a adesão, maior será a poupança do Estado", já que, com os serviços paralizados, não há despesas inerentes ao seu funcionamento.
    A SIC admite que os custos da greve possam atingir os 500 milhões de euros.

    Ficamos assim a saber quanto produzem os trabalhadores do país e a injusta distribuição dos milhões que diariamente daí resultam.

    CTT - Adesão de 97% às 23H00

    Via www.grevegeral.net

    Enfermeiros da Estefânea e Capuchos

    Nos hospitais lisboetas da Estefânea e dos Capuchos, a adesão à greve por parte dos enfermeiros é de 100%.

    Vídeos de arranque da Greve Geral com CGTP e UGT



    Aviões em terra

    Entre partidas e chegadas, a TAP já cancelou 250 vôos de e para todos os destinos operados pela transportadora. Também a British Airways, Air France, Lufthansa, Easy Jet e Ryan Air já cancelaram inúmeros vôos em decorrência da Greve Geral Aguarda-se um impacto de 98% da greve nos aeroportos portugueses.

    Adesão à greve dos enfermeiros do distrito de Coimbra entre os 50 e os 80 por cento

    No turno da noite dos enfermeiros, que começou por volta das 23h00 e terminará às 8h00, registou-se uma adesão à greve de:
    • 81% no Hospital Distrital da Figueira da Foz; 
    • 82% no bloco de Celas dos Hospitais da Universidade de Coimbra (falta apurar o edifício central e a maternidade Daniel de Matos); 
    • 70% no Instituto Português de Oncologia, em Coimbra; 
    • 50% no Hospital Psiquiátrico do Lorvão; 
    • 60% no Hospital Pediátrico de Coimbra.

    Notícia da Greve Geral no JN

    "Portugal é o país onde existe a terceira maior percentagem de precariedade laboral, a seguir à Polónia e a Espanha. Este dado, como já foi realçado por João Proença, líder da UGT, é um dos factores que mais distorce o mercado de trabalho e , consequentemente, limita a disponibilidade para a adesão a forma de luta.
     
    São cerca de 30% (dois milhões) da globalidade dos trabalhadores, e estão mais vulneráveis a pressões. A frase é repetida e sublinhada por sindicalistas e pelas organizações de precários como a FERVE (Fartos/as d'Estes Recibos Verdes) e aplica-se a todos os sectores laborais, incluindo os organismos do Estado. É , no entanto, no comércio e serviços que o peso é mais significativo.

    Prevêem, por isso, os sindicalistas, que esses trabalhadores "sejam usados" para suprir a falta dos grevistas, particularmente nas grandes superfícies.

    Um dos activistas do FERVE e do blogue do grupo "Precários Inflexíveis", Tiago Gillot, denunciou ao JN casos de "terrorismo psicológico", como na FNAC, onde "há desrespeito grosseiro da a lei da greve, com a reformulação dos mapas de folgas, além de estarem a ser organizados esquemas de transporte particular para os trabalhadores precários substituírem eventuais grevistas". Nos "call centres" a "pressão passa por ser anunciadas assinaturas de contratos para quinta-feira". Para o activista, "a intimidação é evidente", mas confia que a adesão à greve será "muito grande". "

    O jornal relata ainda que o Governo está preocupado com a Greve Geral e já avançou formas (muito) próprias de monitorização e aferição sobre a greve. Sabemos no entanto que a realidade do impacto da greve não mudará com mais ou menos Sistemas de Informação ao serviço da propaganda do governo.

    Greve Geral :: Mais números

    Primeiro turno da AutoEuropa com 90% de adesão.
    90% na ValorSul e na Centralcer.
    Generalidade dos serviços de recolha do lixo da região da Grande Lisboa estão paralisados: Lisboa, Amadora e Loures, 100% de adesão.
    Serviços Nocturnos da Carris paralizados a 100%.
     

    Hospital de Tondela congelado!

    Dirigentes da União dos Sindicatos de Viseu asseguram ao PÚBLICO que a adesão à greve no Hospital de Tondela é de 100 por cento, estando garantidos os serviços mínimos.

    Loures e Odivelas sem SMAS

    A esmagadora maioria dos trabalhadores dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Loures e Odivelas adere à greve geral, pelo que os dois concelhos vão ficar sem recolha de lixo, revela a agência Lusa citando fonte sindical.

    Sintra, Cascais e Azambuja sem comboios

    Está paralisada a circulação nas linhas ferroviárias de Sintra, Cascais e Azambuja, em virtude da adesão dos trabalhadores à Greve Geral.
    Via www.grevegeral.net

    PSP de Braga bloqueia piquetes

    Mais de 15 agentes da PSP e Polícia de Intervenção ocuparam hoje, cerca das 20 horas, o portão da entrada da AGERE - Empresa de Águas, Efluentes e Resíduos de Braga, impedindo o piquete de greve de se aproximar da entrada. Vários agentes estavam ao longo da estrada de acesso. Estes agentes seguiram depois para o Complexo Grundig ocupando também os portões de entrada impedindo os piquetes de actuar.

    Via www.grevegeral.net

    Greve Geral :: Trabalhadores da recolha de lixo parados em Lisboa. 100% de adesão

    Estação Parque de recolha de lixo dos Olivais. Tudo parado (foto obtida cerca das 23h)

    Greve Geral: Primeira nota da CGTP à Comunicação Social

    Primeira nota da CGTP à comunicação social sobre a greve geral: “Os trabalhadores Portuários das Administrações Portuárias e do IPTM, os pilotos de barra e os controladores de tráfego marítimo, aderiram massivamente à  Greve Geral, paralisando todos os portos do país, (continente e ilhas) afectando toda a actividade e operações portuárias dos navios mercantes, cruzeiros, pescas e recreio e nos estaleiros.”

    Greve Geral: Soflusa e Transtejo paralisados a 100%

    assim como 100% dos trabalhadores das oficinas e da central de circulação de energia do Metropolitano de Lisboa. O último metro partiu cerca das 23h30.

    Terça-feira, 23 de Novembro de 2010

    Greve Geral: os primeiros números

    Ainda não é meia-noite mas a Greve Geral já começa a fazer-se sentir. 
    Em Lisboa, a paralização iniciou-se com os Bombeiros Sapadores (aeroporto) do turno das 20h : 90% de adesão. 
    Nos serviços de recolha de lixo do concelho da Amadora, assim como nos de Loures a adesão foi de 100%.  
    No 3º turno da Portucel Embalagem, em Albarraque, Sintra, registou-se 100% de adesão. 
    E às 22h30 já não havia comboios para Cascais.

    CP :: Várias ligações suprimidas

    Muitos dos trabalhadores do turno que entrava às 17 horas não se apresentaram ao serviço. Até às 20 horas pelos menos 18 ligações de comboio foram canceladas:
    15 - quinze regionais
    2 - intercidades
    1 - alfa-pendular entre Lisboa e Porto (partida da Gare do Oriente, em Lisboa)

    ARRANCOU A GREVE GERAL !!!

    Clica na imagem para aceder à fotogaleria.
    O primeiro piquete de greve aconteceu há pouco, às 20h, no Aeroporto de Lisboa. Dez bombeiros sapadores enfrentaram o Comando que de diversas formas tentou furar a lei da greve, chantageando os trabalhadores. A adesão à greve é grande, nos10 quartéis da cidade aderiram 90% dos 120 trabalhadores. No aeroporto de Lisboa em 11 bombeiros sapadores aderiram 10. Estes trabalhadores, que prestam serviços fundamentais no aeroporto garantirão, apesar da greve, os serviços mínimos necessários.

    Há já muito tempo que conhecemos as condições precárias em que muita gente trabalha no Aeroporto de Lisboa. Há já muito tempo que estes trabalhadores suportam a chantagem da precariedade e integram a engrenagem deste sistema injusto. Começa agora o protesto e prolongar-se-á durante todo o dia de amanhã. É tempo de dizer basta e parar a engrenagem, afirmar que, sem trabalho e sem trabalhadores, a máquina não funciona. E exigir direitos!

    Os Precários Inflexíveis juntaram-se aos Sindicatos e aos trabalhadores neste primeiro piquete  marcando assim o início da Greve Geral. Ao longo de todo o dia 24 de Novembro continuaremos a unir-nos ao protesto de todos os trabalhadores e trabalhadoras contribuindo para juntar vozes, em especial as mais chantageadas pela precariedade, ocupar o espaço público - a rua - e fortalecer o movimento dos trabalhadores na luta pelas suas vidas.

    Todos à Greve Geral!
    A Greve não é um direito, são muitos!

    Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual

    Os Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual participam na Greve Geral. Tal como já divulgámos anteriormente, às 15h, estaremos todos no Rossio numa concentração conjunta. Os movimentos de precários estão juntos nesta Greve Geral desde o seu início.


    Divulgamos aqui a Agenda da Greve Geral dos Intermitentes:
    Em Lisboa, no Rossio:
    11h/13h30 - marcha em Slow Motion organizada pelo CEM
    11h/14h – Micro-Piquetes intermitentes de greve (circulam pelo centro/encontro no Rossio)
    15h - Concentração/acção conjunta com os Precários Inflexiveis e conjunto dos trabalhadores a recibos verdes;
    17h30 - Concerto organizado pelo SPGL(Sindicato dos Professores) com Camané, Jorge Palma, Zé Pedro (dos Xutos e Pontapés) entre outros (na Pç da Figueira) ;
    20h30 – Mega-Piquete em frente ao Teatro Nacional D. Maria II
    21h30 - conversa&reflexão (local: c-e-m ruas dos Fanqueiros, 150 – 2º)

    No Porto, na Batalha
    13h  – acção “um abraço pelo teatro"

    Mais informação (aqui)

    Precári@s com Motorista e Mercedes Benz - a FNAC no dia da Greve Geral

    FNAC pressiona e reorganiza ilegalmente trabalhadores para furar a lei da greve.
    Recebemos a informação de que amanhã, dia 24, dia da Greve Geral, a FNAC pondera pagar deslocações de taxi aos seus trabalhadores. Por um dia, estes precári@s terão direito a um motorista que os conduzirá ao seu local de trabalho. Parece que podemos já antever uma comitiva imensa de Mercedes Benz em direcção aos centros comerciais. Serão chefes de estado? empresários de sucesso? Não. São precári@s!

    Trabalhadores dos Call-Centers da PT Contact / PT Sales enfrentam chantagem dos patrões e chefes

    Estamos a partir de hoje com os trabalhadores precários a acompanhar o ínicio a mobilização e a concretização da greve. Nos vários Call-Centers de grandes operadores de telecomunicações nacionais da zona que vai da Estefânea até Anjos ouvimos vários relatos de pressões para que as pessoas vão trabalhar no dia da Greve Geral, abdicando da sua escolha pessoal sobre a adesão ou não. 

    A maior parte dos trabalhadores destas empresas são precários e portanto o seu isolamento permite que os chefes exerçam formas de chantagem encapotadas.
    • As empresas (os chefes/supervisores) estão a pressionar as pessoas para que venham com os seus carros particulares trabalhar.
    • As empresas (os chefes/supervisores) afirmam que pagam os táxis às pessoas para que venham trabalhar e dizem que por falta de transporte as pessoas não podem faltar.
    • As empresas (os chefes/supervisores) lançam a confusão dizendo que quem não vier no dia da greve tem falta injustificada.
    • As empresas (os chefes/supervisores) pressionam os trabalhadores afirmando que quem não vier trabalhar no dia da greve tem de ir trabalhar no Sábado para compensar.
    • Existem empresas que marcaram renovações ou assinaturas de contratos  para 5a feira, chantageando os trabalhadores sobre a sua presença na greve ser decisiva para a não assinatura de contrato.