Quinta-feira, 30 de Junho de 2011

PEPAC: hoje são despedidas 3000 pessoas


E tudo o que tem um princípio tem um fim, principalmente em tempos de austeridade. Terminam hoje os estágios da PEPAC em organismos do Estado, à volta de 3000 estagiários vão engrossar a estatística negra do desemprego, e o mais grave é que ficarão desempregados sem direito a qualquer tipo de protecção social.

Vários sindicatos da Administração Pública que dizem que os estagiários vão fazer falta, que alguns deles desempenhavam funções importantes, e que será muito difícil substituir estes estagiários porque desempenhavam funções muito qualificadas.
 
Relembrando o que aconteceu há um ano atrás, estes estágios sempre foram envoltos em polémica, estavam previstas 5000 vagas e aconteceu que ficaram por preencher 40% das vagas, as políticas de austeridade ainda estavam no começo... Naquela altura já se fazia sentir a crise, muitos dos candidatos estavam desempregados há já bastante tempo, a entrada nestes estágios era uma lufada de ar fresco. E assim durante um ano criam-se expectativas, esperanças, os estagiários são formados para funções e trabalhos específicos, e ao fim de um ano quando estão completamente inseridos e enquadrados no serviço e nas funções de trabalho são mandados para casa, deitando por terra o tempo despendido na formação, tanto pelos estagiários como pelos formadores, e eficiência económica a curto prazo tem que levar sempre a melhor, mesmo que o não seja a médio e longo prazo.

Ver notícia TSF aqui.

3 comentários:

Anónimo disse...

Estes não eram aqueles estágios do BEP?

O procedimento concursal para aceder a esses estágios foi (é, e continuará a ser) uma autêntica vergonha.

Permitiam que malta até aos 35 pudesse concorrer. Óbvio que um tipo com 35, tem obrigação de ter muitos mais estudos, do que alguém que acaba a licenciatura agora. Logo, ficava muito melhor colocado para conseguir o lugar de estágio.

Daqui a pouco há estágios para malta até aos 45.

Esses estágios deviam ter o limite de idade 30 anos e só se poderiam candidatar pessoas com habilitações máximas de Mestrado / Pós-Graduação. Deste modo, não havia gente com Doutoramentos a ficar com lugares.

E as categorias identificativas de formação / curso, muitas delas, eram bastante dúbias, levando a que as pessoas ficassem mal colocadas / cotadas.

Enfim, como tudo em Portugal: uma autêntica corrupção.

Aliás, se há coisa que toda a gente sabe, é que os concursos públicos de emprego tresandam a corrupção por todo o lado, mas ninguém faz nada para «purificar» os procedimentos.

Isto o rende, agora, mais do que sempre, é bela de uma cunha. Uma cunha bem grande, diga-se, para ir parasitar num organismo estatal qualquer.

Ainda há meses vinha num jornal, que grande parte das pessoas em Portugal, hoje em dia, arranja emprego sob a forma de «rede» de amigos, conhecidos, ou cunhas.

Está tudo dito de um país.

Aliás, não é preciso pensar muito. Basta fazer um exercício: se alguém acabar hoje o curso, e quiser começar a procurar emprego, onde é que vai? Se existir oferta no sector privado - coisa que, muitas vezes, não existe para certos cursos -, vai directamente às empresas; a seguir vai ao IEFP; e, finalmente, às agências de emprego temporário. Fora estas, restam anúncios de emprego jornal / net / ou os hipermercados / centros.

Quando a base do mercado de trabalho é isto, não há nenhum país que sobreviva.

Ao menos lá fora as coisas estão mal, mas arranja-se emprego, pois há muito emprego. Pode ser pior ou mais mal pago, mas há emprego, pois o mercado é dinâmico. Em Portugal não há nada. É a SONAE, JM, PT, e pouco mais.

Em vez que oferecer estágios, o Estado que dê um X a cada português licenciado para emigrar. Se o faz com os imigrantes estrangeiros, faça-o, também, com cidadãos nacionais. Ia já embora amanhã.

Anónimo disse...

Estes são estagiários agora eu trabalhei nove anos para adminsitração pública a contrato a termo certo e em Abril deste ano levei um choque quando era suposto ser mais um ano de contrato me mandam p´ra rua..sempre me falaram em abrir concurso que de tudo estavam a fazer junto das finanaças p´ra regularizar a situação mas concurso que é bom nunca o vi, mas a carta de rescisão ao fim de nove anos apareceu cá em casa...cambada de mentirosos....so querem os lugares pos afilhados e sobrinhos e mais outros membros da familia que são inventados a força.....Tristeza

Anónimo disse...

Um tipo com 35 anos pode não ter tido a sorte de muitos meninos mimados que entraram aos 18 para a Universidade e tiveram os pais a pagar-lhe os estudos. Eu acabei o Mestrado aos 34 e tive bem que trabalhar, tanto no secundário, como na Universidade para pagar os meus estudos... Os meus pais não deram um tostão!!!!