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| Imagem de Florença (Itália) |
Segundo líderes sindicais, as reformas de austeridade selectiva eliminam direitos no trabalho e condenam o país "à recessão económica e à decadência civil". A central sindical, CGIL, contesta o último plano de austeridade (ou ajustamento, como é camuflado) de 45,5 mil milhões de euros, aprovado pelo executivo a 12 de Agosto, e o programa de austeridade adoptado previamente a 15 de Julho.
Entretanto, Berlusconi planeia, como Passos Coelho em Portugal, roubar os direitos associados ao trabalho que resultaram de décadas de luta de organizações do movimento de trabalhadores no passado, nomeadamente as sindicais. A CGIL denunciou na segunda-feira uma emenda introduzida no âmbito do plano de austeridade do governo, que facilita os despedimentos, ameaçando recorrer junto do Tribunal Constitucional. «Nunca na história da República houve um governo ou um ministro do Trabalho que tivesse por objectivo abolir o contrato nacional, o estatuto dos trabalhadores, os direitos dos trabalhadores. É uma situação que vamos combater por todos os meios»,
Lá, como cá, o poder político de um governo de coligação, impondo a liberdade total para o dinheiro e a precariedade total para os cidadãos, utilizando o seu poder sobre os meios de comunicação social, vai veiculando que a greve é irresponsável e organizada por sindicatos ultrapassados, isolados e marginais, numa tentativa de criminalizar a generalidade dos protestos e assim afastar os cidadãos, no seu todo, da luta social organizada.
Num dos escritos das pessoas que protestam em Itália lê-se «Escravos nos querem, rebeldes nos terão», frase também usada em Portugal no âmbito da luta social pelos movimentos de trabalhadores precários: «Precários nos querem, rebeldes nos terão».
Ver:
Itália: «Somos um país de carneirinhos. Acordem»
Itália em greve geral contra austeridade de Berlusconi
Isto é apenas o início














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