Escravos do Poder é uma reportagem da jornalista Patrícia Lucas com imagem de Pedro Silveira Ramos e edição de Guilherme Brizido. A reportagem analisa e comprova as atitudes criminosas de patrões e gestores contra trabalhadores para maximizar lucros diminuindo o número de trabalhadores ou condições e direitos no trabalho. O assédio moral são manobras psicológicas, destrutivas, utilizadas por chefes para que o trabalhador se demita. Muitos funcionários portugueses acabam com doenças psicológicas e tentam o suicídio. A advogada Rita Garcia Pereira participa na reportagem, como especialista desta área do direito do trabalho. No resto da Europa o assédio moral é um crime que motiva campanhas publicitárias e que pode levar os agressores à prisão, mas em Portugal ainda é um tema tabu. Vê aqui a reportagem.
Segunda-feira, 5 de Setembro de 2011
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2 comentários:
Muita força a quem tem este problema numa das muitas formas que pode tomar. Há vida para além do assédio moral! :)
O problema é que muitas vezes não chega a ser «assédio moral», mas uma pressão monumental para a realização das tarefas, que obriga, no limite, quase a sermos robots, sempre a adaptar a novos cenários.
Por exemplo: como é que se compreende que numa formação de call center, nunca forneçam material para as pessoas estudarem? Querem sempre que a gente consulte os «manuais de procedimentos» in loco, em pleno local de trabalho. Quando um operador diz «aguarde um momento» a uma pessoa que telefona, ele está, no fundo, a ler o manual para saber o que dizer.
Ou seja, tem a pressão diária de ter de atender N pessoas em N tempo, não podendo demorar mais que um X senão «estraga» a média de tempo e é convidado a ir para a rua; e ainda tem de andar a ler tudo em cima do momento; e ainda vê-se obrigado a actualizar-se frequentemente, pois os procedimentos de X em X tempo mudam.
Isto é de doidos.
É demasiada pressão para uma pessoa e recebe-se muito pouco para quem tem de lidar com isto. Compreendo que com tempo, uma pessoa habitua-se e começa a dizer tudo automático, sem ter de ir consultar, mas isto fode a cabeça a qualquer um, levando a que uma pessoa «quebre», sinta-se uma merda, inútil, se despeça, e fique ainda pior, pois não arranja emprego facilmente hoje em dia.
Estamo-nos a tornar máquinas ao viver nesta selva.
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