Quinta-feira, 31 de Março de 2011

Via: Mude Résistance: Concentração às portas do museu, dia 1 de Abril

Texto no blog Mude Résistance

Caros seguidores e apoiantes,
Está convocada para esta sexta-feira, dia 1 de Abril, às 18h30, uma concentração às portas do museu, com o fim de expressarmos a nossa indignação contra o fachadismo e a injustiça, desrespeito e desconsideração com que temos sido tratados pelas entidades directoras e coordenadoras desta instituição, nomeadamente o despedimento colectivo que hoje ocorreu sem aviso prévio.

Os Precários Inflexíveis vão lá estar, e apelam a todas as pessoas, para com toda a solidariedade, estarem presentes. O nosso futuro joga-se em cada situação, em cada atropelo dos direitos de quem trabalha, por nós, por eles, por elas.

Evento no Facebook, aqui (divulga). O MUDE (Museu do Design e da Moda) fica na Rua Augusta, na baixa de Lisboa (vê aqui o mapa).

70 trabalhadores do MUDE foram despedidos hoje

A página do Facebook do Mude Résistance denunciou há minutos que os 70 trabalhadores do Museu do Design e da Moda foram despedidos por email às 16h de hoje (ver blog MUDE Résistance).
Assim, a Associação Aumento d'Ideias, associação que mediava e escondia este falso trabalho independente que estava a ser prestado para a Câmara Municipal de Lisboa, enviou um email a todos os trabalhadores rescindindo contrato com eles.

INE terá de se pronunciar sobre a pergunta 32 dos censos

Os movimentos de trabalhadores precários FERVE, Precári@s Inflexíveis e Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual e os cidadãos João Labrincha, Paula Gil e Alexandre de Sousa Carvalho, entregaram ontem no Tribunal Administrativo de Lisboa uma intimação solicitando alteração da pergunta 32 dos censos, "Qual o modo como exerce a profissão indicada?" (ver aqui).
Hoje tivemos conhecimento que o Tribunal terá enviado um pedido de esclarecimento ao Instituto Nacional de Estatística relativamente ao conteúdo daquela pergunta.

Quarta-feira, 30 de Março de 2011

Youth For Human Rights - Social Security

435 queixas contra pergunta sobre recibos verdes em menos de uma semana

DN: O provedor de Justiça recebeu 435 queixas relativas à pergunta sobre recibos verdes que está no questionário do Censos 2011 e decidiu pedir esclarecimentos ao Instituto Nacional de Estatística (INE), revelou fonte oficial da Provedoria.


Se ainda não te juntaste no protesto, vê aqui como fazer a queixa ao Provedor de Justiça

Censos 2011 - Intimação pela substituição da pergunta 32


Podes ver a reportagem da SIC aqui.

Ver também:
Movimentos de precários entregam intimação a exigir a substituição da pergunta 32 dos censos
Movimentos de trabalhadores precários promovem acção judicial para substituir pergunta 32 dos Censos 2011
Mayday Lisboa 2011 arranca com iniciativas de rua na defesa do Trabalho e da Habitação
Centenas de pessoas já exigiram a substituição da pergunta 32 dos Censos 2011
Exige a substituição da pergunta 32 dos censos 2011! Faz chegar a tua reclamação ao Provedor de Justiça
Governo recusa aos movimentos de trabalhadores precários e sindicatos a correcção da mentirosa pergunta 32 nos Censos 2011
Reportagem RTP: a pergunta 32 dos Censos 2011 e a ocultação dos falsos recibos verdes
Censos 2011: Falsos recibos verdes têm de ser contabilizados

Movimentos de precários entregam intimação a exigir a substituição da pergunta 32 dos censos

Esta manhã vários representantes dos movimentos de trabalhadores precários FERVE, Precários Inflexíveis, Intermitentes do Espectáculo e Audiovisual e os cidadãos João Labrincha, Paula Gil e Alexandre de Sousa Carvalho, entregaram no Tribunal Administrativo de Lisboa uma intimação exigindo a substituição da pergunta 32 dos censos2011.

2011 com Passos, Portas e Sócrates: +pobreza, +exclusão, +austeridade, +desemprego, +precariedade

Imagem via Mayday Lisboa 2011: Subvertising (www.maydaylisboa.net)

Segundo a AMI - Assistência Médica Internacional - 2010 foi o 'pior ano em termos de pobreza em Portugal', de acordo com os seus registos. Paradoxalmente, 2010 foi também o proclamado Ano Europeu de Luta contra a Pobreza e Exclusão Social. Os resultados são devastadores e mostram que as  receitas económicas nos PECs aprofundam a injustiça social. Para 2011 e 2012, como garantido pelos governantes de gestão da crise, temos mais austeridade para as mesmas pessoas, a maioria.

Terça-feira, 29 de Março de 2011

Movimentos de trabalhadores precários promovem acção judicial para substituir pergunta 32 dos Censos 2011


Os movimentos de trabalhadores precários consideram a pergunta nº 32 dos Censos 2011, na sua redacção e nas instruções dadas para a resposta aos inquiridos, uma forma inadmissível de encobrir a realidade dos falsos recibos verdes. Por isso, apelámos, recentemente, ao protesto junto do Instituto Nacional de Estatística e através da apresentação de uma queixa ao Provedor de Justiça.
Reafirmamos a nossa exigência: a pergunta nº 32 dos Censos 2011 tem de ser substituída, impedindo desta forma que a realidade dos falsos recibos verdes ocultada.

Debate Graffiti e mural político

No passado Sábado, 26 de Março, decorreu o debate sobre Graffiti e Mural Político organizado pelos Precários Inflexíveis.

76% das empresas portuguesas têm "trabalho flexível"

Mais um estudo que comprova que de facto Portugal já é bastante flexível no que toca às questões laborais, que por sua vez permite concluir que Portugal é bastante precário em relação ao mercado de trabalho. Cerca de 76% das empresas portuguesas oferecem trabalho flexível, ou seja são três quartos das empresas nacionais que oferecem condições precárias e de  insegurança às pessoas, é de facto já uma fatia muito grande do mercado de trabalho. 

Segunda-feira, 28 de Março de 2011

Mayday Lisboa 2011 arranca com iniciativas de rua na defesa do Trabalho e da Habitação


O Mayday Lisboa 2011 arrancou esta 2a feira as suas iniciativas de rua para trazer a debate os temas do direito ao Trabalho e à Habitação enquanto direitos sociais fundamentais. O grupo de activistas do Mayday deslocou-se ao Instituto Nacional de Estatística para, através da ironia, realizar uma acção que desmascarava o branqueamento da situação dos trabalhadores a falsos recibos verdes e das muitas pessoas que vivendo em barracas, sob determinadas condicionantes, serão identificadas como pessoas que moram em edifícios de habitação familiar.

A precariedade que destrói a economia e o trabalho :: em números, no Público


Público: A progressiva precariedade dos contratos sempre foi - e continua a ser - explicada como necessária por razões de competitividade económica. Mas falta explicar ainda por que não tem contribuído para melhorar esse défice nacional.

1998 - 1/5 dos assalariados de idades até 34 anos tinha um contrato de trabalho não permanente. 
2010 - 1/3 dos assalariados de idades até 34 anos tinha um contrato de trabalho não permanente. 

O Publico explica hoje aquilo que vimos afirmando: a precariedade é uma condição que é não só introduzida através dos falsos recibos verdes mas também, e muito, pela contratação a termo que inclui os infinitamente renovados contratos a prazo ou os trabalhos temporários, através de Empresas de Trabalho Temporário - ETT.

BPN = 13 milhões de salários mínimos


Durante a noite de hoje grupos de jovens colaram cartazes nas sucursais do BPN de Bragança, Braga, Porto, Ovar, Coimbra, Viseu, Lisboa e Setúbal. Os cartazes denunciam que o BPN custou ao país 13 milhões de salários mínimos. Ao Público os organizadores disseram: “Não importa quem somos, mas aquilo que nos junta. Somos gente farta da falta de oportunidades e cansada do discurso mentiroso que afirma que ‘não há outro caminho’. Somos gente cujo investimento e sacrifício dos pais na nossa educação resultou em desemprego e precariedade.”

Ver blog:  http://eopovopa.wordpress.com/

Islândia: a revolução na mais velha democracia do mundo


Desde 2008 que a Islândia vive um processo revolucionário, pacífico e silencioso e praticamente sem cobertura na imprensa nacional ou internacional. O povo arregaçou as mangas e saiu à rua. E assim foi provocada a queda de um Governo, feita a negação a condições de pagamento de dívidas públicas que levaram à renegociação com melhores condições, ordenada a prisão dos responsáveis pela crise económica do país e a alteração da Constituição.

Na origem do processo esteve a decisão do governo islandês de nacionalizar os seus três bancos principais: o Landsbanki, o Kaupthing e o Glitnir, cujos clientes eram maioritariamente ingleses e americanos. Nem isso salvou o país da recessão e o Fundo Monetário Internacional (FMI) foi chamado para tirar o país da bancarrota.

O povo revoltou-se, saiu à rua e, pacientemente, com manifestações diárias e pacificas em frente ao parlamento de Reikiavik, provocou a demissão do primeiro-ministro Geir H. Haarden e à queda do seu governo conservador. Das eleições antecipadas que o povo exigiu, surgiu um governo de coligação, entre a Aliança Social Democrata e o Movimento de Esquerda Verde, chefiado por Johanna Sigurdardottir, actual primeira-ministra.

Domingo, 27 de Março de 2011

Sábado, 26 de Março de 2011

Testemunho precário num call-center

Partilhamos aqui um testemunho de precariedade num call-center em Évora, deixado numa caixa de comentários neste blog:
« É uma vergonha...
Em Évora existe um call-center que explora os jovens alentejanos, com contratos precários... há muitos anos... usando-se o sistema de rescindir com uma empresa e fazer contrato com outra.
Trabalhamos com todos os sistemas informáticos do grupo caixa seguros, Império Bonança, Fidelidade Mundial e Multicare, mas não temos o direito a receber um preço mais justo pelo nosso trabalho, tal como os funcionários das Companhias?

Quando contactamos os clientes das Companhias é como se fossemos funcionários destas Companhias, mas para recebermos ordenado já não nos identificamos como tal.

Limitamo-nos a receber entre € 400,00 a € 500,00 e somos tratados como máquinas, pior ainda… pois quando os computadores não funcionam, não existe remédio… quando estamos a precisar de ir à casa de banho, já temos tempos estipulados e a correr depressa.

Sexta-feira, 25 de Março de 2011

IEFP :: Coloca poucos trabalhadores desempregados, e quase sempre com salários muito baixos

Clica para ver o gráfico
Em 2010, 541€ foi o valor médio para o salário dos trabalhadores desempregados colocados pelo IEFP. Este valor está pouco acima do salário mínimo nacional (SMN) mas bem abaixo dos 777 euros de salário médio nacional. Já agora, porque alguns afirmam que vivemos acima das possibilidades, lembramos que os 777 euros de salário médio em Portugal são muito semelhantes ao salário mínimo em Espanha (748€) e inferiores ao salário mínimo na Grécia (863€) e Irlanda (1.462€). Portanto, se existe algum problema de adequação à realidade do país, essa é a extrema acumulação de riqueza pela banca nacional e pelos grandes empresários em detrimento das pessoas e de quem trabalha. Para quem defende uma economia a funcionar para responder à crise, então, é urgente defender medidas agressivas na repartição da riqueza no factor trabalho. De outra forma, o colapso social só está um pouco na dianteira do completo colapso económico.

Centenas de pessoas já exigiram a substituição da pergunta 32 dos Censos 2011

Respondendo ao apelo dos movimentos de trabalhadores precários (Precári@s Inflexíveis, FERVE e Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual) e dos cidadãos Paula Gil, João Labrincha e Alexandre de Sousa Carvalho, centenas de pessoas já enviaram ao Provedor de Justiça uma reclamação exigindo a substituição da pergunta 32 dos Censos 2011.

Geração à Rasca recebida por Jaime Gama


Os organizadores do protesto da Geração à Rasca vão ser hoje recebidos pelo Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama. O objectivo desta reunião será a entrega à segunda mais importante figura do Estado das folhas A4 que os manifestantes do 12 de Março entregaram por todo o país. As milhares de folhas entregues estão repletas de propostas para os problemas que preocupam os cidadãos e as cidadãs.

Quarta-feira, 23 de Março de 2011

Sócrates demitiu-se mas a crise social está na rua

Ouvimos há minutos José Sócrates anunciar a sua demissão e Cavaco Silva iniciou imediatamente os procedimentos institucionais para a dissolução do Parlamento e convocação de novas eleições.

Durante a tarde no Parlamento, durante a votação dos projectos de resolução dos partidos da oposição que rejeitaram o PEC4, muitos falaram de crise política e do problema que esta crise vai criar abrindo a porta à entrada do FMI.

No entanto, a verdadeira crise que existe em Portugal não é de índole política. Em Portugal a crise a que mais importa responder é a crise social.

Exige a substituição da pergunta 32 dos censos 2011! Faz chegar a tua reclamação ao Provedor de Justiça

Os movimentos de trabalhadores/as precários/as FERVE, Precários Inflexíveis, Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual e os cidadãos Paula Gil, João Labrincha e Alexandre de Sousa Carvalho exigem a substituição da pergunta 32 dos censos 2011. A forma como é elaborada esta pergunta significa um branqueamento da situação de precariedade em que se encontram centenas de milhares de trabalhadores/as a falsos recibos verdes: «Se trabalha a "Recibos Verdes" mas tem um local de trabalho fixo dentro de uma empresa, subordinação hierárquica efectiva e um horário de trabalho definido deve assinalar a opção "trabalhador por conta de outrem".

Vamos todos exigir a substituição da pergunta número 32. Os precários não podem ser invisíveis nas estatísticas. Envia a tua queixa ao Provedor de Justiça (aqui) e divulga esta informação (clica em Ler mais...).

Opinião: O Governo vai cair

Tonight's the night. Pelo menos parece que sim. Sócrates deve apresentar a demissão como resultado da aprovação dos projectos de resolução dos partidos da oposição que rejeitam o PEC4. Muito se tem dito e escrito sobre os problemas que este Governo trouxe ao se comprometer com um PEC em Bruxelas e não ter dito nada aos parceiros sociais, aos outros partidos e ao Presidente da República, mas, na verdade, temos de ver bem porque é que o Governo vai cair. As coisas são sempre mais complexas do que parecem.

Terça-feira, 22 de Março de 2011

Amas penhoradas em Braga recebem apoio juridíco

As advogadas Mónica Catarino e Sara Dias de Oliveiras que estão a apoiar os Precári@s Inflexíveis e as Amas da Segurança Social deslocaram-se hoje a Braga para prestar apoio jurídico às amas a quem a Segurança Social havia penhorado as contas. 
Os resultados desta acção foram muito encorajadores, visto que a uma das amas foi levantada a penhora e o valor da dívida, que era de 12 mil euros, foi diminuído para os 9 mil euros, pois uma parte da dívida já havia prescrito. A outra ama está a negociar um acordo de pagamento com a Segurança Social.

Governo recusa aos movimentos de trabalhadores precários e sindicatos a correcção da mentirosa pergunta 32 nos Censos 2011

Desde 2008 que os movimentos de trabalhadores precários, nomeadamente o FERVE, apontaram a injustificável rasteira que o questionário propõem na pergunta 32 aos cidadãos, designadamente aos trabalhadores a falsos recibos verdes. Segundo notícia de hoje, também as centrais sindicais apresentaram uma proposta no sentido de ser esclarecido o tipo de contrato de trabalho associado à relação laboral, para que fosse conhecida a dimensão real do trabalho temporário e dos falsos recibos verdes. No entanto, o Conselho Superior de Estatística e o Ministério do Trabalho rejeitaram a proposta afirmando que já existe recolha desses dados.

Reportagem RTP: a pergunta 32 dos Censos 2011 e a ocultação dos falsos recibos verdes

O Instituto Nacional de Estatística insiste em defender a escandalosa formulação para a já famosa pergunta 32 dos Censos 2011, em que a maior operação estatística do país se prepara para ocultar a realidade de centenas de milhar de pessoas que trabalham amarradas aos falsos recibos verdes. Partilhamos aqui uma reportagem da RTP, em que se percebe a falta de convicção com que Alda de Caetano Carvalho, Presidente do INE, nos tenta convencer que os trabalhadores a recibos verdes "estatisticamente são trabalhadores por conta de outrem". Tiago Gillot, dos Precários Inflexíveis, participa nesta reportagem afirmando a exigência da substituição imediata desta pergunta.



Alda de Caetano Carvalho adianta ainda que "os Censos não foram considerados a sede adequada" para conhecer o número de falsos recibos verdes no país. Estranha opção, nomeadamente tendo em conta que os dados recolhidos neste recenseamento da população são o instrumento mais relevante para a elaboração das políticas públicas que deveriam responder aos problemas e necessidades. Mantemos a exigência de uma nova pergunta 32, em substituição daquela que provocatoriamente obriga centenas de milhar de pessoas a mentir sobre as suas próprias dificuldades. Há tempo e meios para evitar uma fraude estatística da dimensão da maior fraude social do país, até porque está à vista que não é possível continuar a esconder os falsos recibos verdes atrás de um qualquer truque de ocasião.

Segunda-feira, 21 de Março de 2011

PECs::Retirada de apoios sociais obriga as pessoas a aceitarem a miséria

O fim do modelo de desenvolvimento pela precariedade está marcado. Ou isso, ou o nosso fim enquanto cidadãos com direitos. A proposta de precarização geral do trabalho, para assentar a produção em baixos salários e poucos direitos, é global e é introduzida por via da divisão e ataque a grupos mais desprotegidos: os "malandros" ou pobres do RSI (Rendimento Social de Inserção) e os que "precisam de se esforçar mais" ou precários. As notícias dos últimos dias confirmam os resultados desse ataque: os empresários donos das fábricas, onde se praticam os mais baixos salários para a exigência máxima, parecem já ter ultrapassado os seus problemas de contratação. O tempo dos "malandros que não querem trabalhar" dá lugar "aos malandros a quem os altruístas empresários oferecem emprego"

DN de 20 de Março de 2011 aponta: Fim do subsídio obriga desempregados a ir para calçado

Graffiti e Mural Político :: debate 26 de Março :: LX Factory


- Queremos discutir se a ausência de recursos económicos é ou não o factor de exclusão que impede o individuo de comunicar em espaço público.
Consideramos que a Câmara Municipal de Lisboa tem intentado um plano de privatização das paredes da cidade. Todos os que não se incluem no modelo proposto pela CML vêem-se expropriados do direito de comunicar em espaço público. Exemplo concreto são as retaliações da CML a movimentos sociais como os Precários Inflexíveis ou o MAYDAY. A CML tem vindo a apagar os murais feitos por estes e outros movimentos sociais. Tendo a CML vários focos de precariedade laboral no interior da sua instituição (veja-se o exemplo do Museu do Design e da Moda onde 70 assistentes de exposição trabalham a falsos recibos verdes), acaba por sentir a necessidade de apagar e censurar todas as mensagens que contenham crítica à sua forma de actuação. 

Sexta-feira, 18 de Março de 2011

19 de Março: multidão de vozes contra a precariedade

Num crescendo de resistência à situação insuportável em que se vem tornando o dia-a-dia, os Precários Inflexíveis respondem novamente ao apelo para esta mobilização. Depois de um primeiro momento de perplexidade de autoridades e comunicação social perante a manifestação do passado 12 de Março, a estratégia escolhida para lidar com o ocorrido foi votá-lo ao esquecimento, na esperança que desapareça. Mas dia 19 estaremos novamente aqui, embalados por um crescente movimento popular que diz basta à hipocrisia desta austeridade selectiva e desta precariedade inevitável. Como alguém por lá dizia—Inevitável é a tua Tia!

Crise? :: Cortes brutais nas prestações sociais

O Governo apresentou ontem o saldo orçamental das contas públicas, saudando-o como uma grande vitória. O forte aumento de impostos e o brutal corte nas prestações sociais fez com que o Estado tivesse um superavit de 840 milhões de euros entre janeiro e fevereiro deste ano.
Ou seja, de acordo com as contas do Jornal de Notícias, as famílias com menores a cargo receberam menos 49 milhões de euros e os beneficiários do rendimento social de inserção receberam menos 25 milhões. Em ambos os casos o corte foi de um terço do valor dos apoios em 2010.

Sobre a Geração à Rasca - TVI24 :: Nada de Cultura

Quinta-feira, 17 de Março de 2011

Puxa p'ra cima a tua energia - Blasted Mechanism

As Amas da Segurança Social começaram a ser penhoradas

Várias Amas da Segurança Social do distrito de Braga viram desde esta quarta-feira as suas contas serem penhoradas pela própria Segurança Social. Muitas delas apenas tomaram conhecimento da penhora quando, tentando aceder às suas poupanças, verificaram que nada já restava e que o Estado lhes havia roubado o pouco dinheiro que tinham para alimentar as suas famílias (ver carta de penhora em LER MAIS).

Sair à rua no dia 19! | Mamadou Ba, dirigente do SOS Racismo

Enquanto eles falam, nós agimos!
Contra a precariedade, tod@s na rua, dia 19!

Quando à crise, eles juntam a precariedade e a discriminação, nós dizemos basta, porque a precariedade não é uma fatalidade, mas sim o instrumento de uma opção política e de um modelo de sociedade em que alguns querem apoderar-se do que é de tod@s!

Falam de nos da crise que eles criaram e da fatalidade dos sacrifícios que temos de fazer para paga-la!

Mas o que nunca nos dizem é que esta crise tem nomes e responsáveis: os governos com as suas opções políticas e o sistema financeiro com a sua ganância!

Helena André quer ir para Bruxelas com acordo que penaliza os trabalhadores

O Governo quer ter na mão já na próxima terça-feira um acordo na concertação social que lhe permita apresentar-se em Bruxelas com uma promessa de mais flexibilização do mercado de trabalho em Portugal.

Sair à rua no dia 19! | Ulisses Garrido, membro da Comissão Executiva da CGTP-IN

Pedimos durante esta semana a algumas pessoas que escrevessem pequenos textos de apelo à manifestação de dia 19 de Março, organizada pela CGTP. O primeiro a ser divulgado foi da Patrícia Filipe, professora de Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC) despedida ilegalmente. Hoje, divulgamos um texto escrito por Ulisses Garrido, membro da Comissão Executiva da CGTP-IN.

A situação é tal, a realidade agride-nos de tal maneira, que valia a pena ser sábado todos os dias para nos juntarmos em acções colectivas! em protestos solidários! em vontades comuns sempre em construção. 
Os salários são tão baixos, os recibos nem são verdes, os direitos são papel e ... afinal há tanta gente à rasca! O futuro desaparece dos sonhos e desenha-se apenas no que formos capazes de fazer em sábados, não! Todos os dias! 
Claro que sabemos que depois da noite escura, vem a aurora nasce o dia. O dia que fazemos crescer todos os sábados, unindo-nos nas diferenças que vivemos, engrossando a força de cada um. O próximo é já dia 19. É lá, na Manif, que nos vamos encontrar.

Ulisses Garrido
Membro da Comissão Executiva da CGTP-IN

Sábado 19 de Março | 14h30 | Forum Picoas

Quarta-feira, 16 de Março de 2011

MUDE Résistance respondem à Direcção do Museu e a António Costa

Tomámos conhecimento, a partir desta notícia, de declarações feitas pela direcção do MUDE "em resposta escrita enviada à Agência Lusa", assim como do Dr. António Costa.
«"A direção do MUDE nunca foi contactada nem recebeu qualquer solicitação de reunião, reclamação de mal-estar ou notícia de descontentamento", lê-se. O MUDE admite "alguns atrasos" nos pagamentos desde maio de 2009. "Atualmente, estes estão regularizados até janeiro de 2011 inclusive, ao contrário do que veio a público", acrescenta-se. Justificando as demoras, a nota refere que a responsabilidade dos pagamentos é da Associação Aumento D' Ideias, mas corresponderam também a "alguns atrasos nos procedimentos internos da Câmara". À margem da ModaLisboa, na quinta-feira à noite, o presidente da câmara António Costa disse estar muito satisfeito com o funcionamento do MUDE. O autarca acrescentou que os problemas são "estranhos à câmara" mas que já estão "ultrapassados".»
Ora, nós entendemos que estas declarações pouco correspondem à verdade.
Assim sendo, enviámos hoje o nosso Exercício de Direito de Resposta, o qual fazemos questão de publicar:

Depoimento de uma emigrante qualificada na precariedade e desprezada no conhecimento

Trabalho desde os 18, na altura com um contrato verbal, sem descontos para a Segurança Social e que ao fim de 6 anos foi suspenso pelo empregador. Na altura tive de lutar pelo meu direito a receber uma indemnização. 

Após acabar a licenciatura iniciei a minha actividade profissional numa Instituição Pública com um contrato de prestação de serviços. Assim estive a passar recibos verdes durante 7.5 anos, até que resolvi sair e continuei a trabalhar, numa universidade, como Bolseira de Investigação. 

Sair à rua no dia 19! | Profissionais de AEC


Neste momento na grande maioria das escolas, enfrentamos graves problemas na realização da nossa actividade docente: a ausência de condições materiais e estruturais para a realização das disciplinas; a ausência de um contrato de trabalho e a substituição deste por um regime de falsos recibos verdes; a não remuneração de horas extra currículares, o abuso na obrigação de tarefas fora das nossas competências, pagamentos em atraso, entre outros.

Este sábado apelamos a todos/as os/as profissionais de AEC a estarem presentes na manifestação nacional da CGTP-IN. É urgente juntarmos a nossa voz neste protesto, tornando visível esta situação intolerável.

Para que haja respeito na nossa actividade docente, para a resolução da nossa condição laboral, e para que se desenvolva um ensino de qualidade na escola pública proporcionando ás crianças um horizonte de cidadania responsável e democrática.

Sábado 19 de Março | 14h30 | Forum Picoas

Patrícia Filipe, docente de Música

Até breve... ou até sempre

As políticas de "sucesso" da falsa inevitabilidade marcam a destruição silenciosa das esperanças de milhões de pessoas que só pretendem trabalhar, aplicar o que aprenderam, viver com dignidade. Mas no país que perdoa centenas de milhões de euros de impostos à banca e aos accionistas da PT, contam-se cada vez mais dezenas de milhares de jovens com formação que desistem do país enquanto local de vida. Segundo números do IEFP, que pecaram por defeito, em 2008, foram 15 mil, em 2009 mais 20 mil e, em 2010, quase 23 mil. Dizem "até breve... ou até sempre" e assim se afastam dos seus amigos, das suas famílias, e em parte, afastam-se da esperança.

Fundo de despedimento: patrões pagam 1%

Helena André, Ministra do Trabalho, já avançou mais pormenores acerca do fundo que irá financiar os despedimentos dos trabalhadores. As empresas descontarão até 1% do salário dos trabalhadores para financiar o fundo que irá reduzir o valor das indemnizações em caso de despedimento, tornando os despedimentos mais baratos.

Até agora, na Concertação Social, esta proposta está a ser avançada como apenas aplicável aos novos contratos, no entanto o PEC4 deixa já entender que o executivo socialista pretende estender os despedimentos mais baratos a todos os trabalhadores.

Terça-feira, 15 de Março de 2011

Vídeo do PI | A Rua é Nossa! | 12 de março

A rua é nossa! 300 000 pessoas tomaram a rua em sinal de descontentamento. "Com precariedade não há liberdade", gritam.

Censos 2011: vamos responder com a verdade (vídeo)


Este vídeo foi postado no youtube por povinhozé

Greve no metro de lisboa - adesão de 100%

video
Os trabalhadores e trabalhadoras do metro de Lisboa realizaram hoje uma paralisação entre as 6h30 e as 10h30 para lutarem contra os cortes salariais e contra o incumprimento do acordo de empresa por parte da administração.
Estes trabalhadores e trabalhadoras voltam a parar nos dias 24 e 29 de Março e 5 e 7 de Abril se a administração da empresa mantiver os "roubos salarais" que os trabalhadores denunciam.
Os Precári@s Inflexíveis estiveram hoje no piquete de greve do Marquês do Pombal e demonstraram a sua solidariedade com esta greve e, tal como os trabalhadores do metro de Lisboa, estarão na rua no próximo dia 19 de Março na manifestação da CGTP-IN.

Precários Inflexíveis no rescaldo do protesto "Geração à Rasca"


Trabalhadores a recibos verdes na Vodafone são chantageados a assinar contratos a termo incerto, ilegais, e a reduzir salários

A Vodafone, com instalações no Parque das Nações em Lisboa, está neste momento a chantagear, ameaçando de despedimento, um conjunto de trabalhadores que estão há anos a trabalhar a falsos recibos verdes e sem direitos, através de uma empresa de outsourcing, a Redware, para assinarem um acordo de rescisão de contrato de prestação de serviços e, em simultâneo, a assinar um contrato de trabalho por tempo indeterminado para continuarem ilegalmente a desempenhar funções essenciais e permanentes na Vodafone, mas agora com um corte nos salários de 200 a 400 € mensais.
O "acordo" de rescisão que está a ser imposto por estes patrões obriga os trabalhadores a fazer falsas declarações que lhes retiram o direito a receber o que lhes é devido há anos:

Segunda-feira, 14 de Março de 2011

Censos 2011: Falsos recibos verdes têm de ser contabilizados (Actualizada)

Estão em curso os Censos 2011, a maior operação estatística do país que pretende realizar uma "fotografia" da sociedade portuguesa. No entanto, a pergunta 32: "Qual o modo como exerce a profissão indicada?" tem estado no centro de uma acesa polémica visto que os recenseadores têm indicações para tratar os falsos trabalhadores independentes, vulgo falsos recibos verdes, como trabalhadores por conta de outrem.

Assim, os Precári@s Inflexíveis consideram que o Estado, através do Instituto Nacional de Estatísticas, está a organizar uma inaceitável manipulação estatítica, tentando camuflar a maior fraude social do país: os falsos recibos verdes.


Apelamos a que todos os trabalhadores a falsos recibos verdes assinalem a opção "Outra Situação" e não aceitem a mentira que esta operação está a tentar impôr.

Precários participam em nova manif nacional :: Sábado(19Mar)-14h30-Forum Picoas (PT) :: Organização CGTP

Depois da manifestação nacional "Geração à rasca", com mais de 400.000 pessoas na rua, o PI junta-se agora ao apelo da CGTP para uma nova grande manifestação nacional. Para continuar a manter a pressão e a exigência de uma alternativa ao roubo dos nossos salários, direitos e serviços públicos, junta-mo-nos no protesto que é aberto a todas as pessoas e organizações de precários, imigrantes, estudantes, trabalhadores informais, desempregados, mal-empregados, estagiários, bolseiros ou movimentos que se queiram juntar.

Reportagem TSF na manif "Geração à Rasca"

Acção de denúncia do MUDE na Moda Lisboa :: A Precariedade está fora de moda

Um dia depois de quase 400 mil pessoas terem exigido o fim da precariedade nas ruas de todo o país os Precári@s Inflexíveis e o MUDE Résistance foram para a porta do desfile da Moda Lisboa denunciar a existência de 70 falsos recibos verdes no MUDE.

Os números do dia em que o país precário saiu à rua – 12 de Março 2011

Enquanto um mar de gente inundava a Av. da Liberdade em Lisboa e a Praça da Batalha no Porto, milhares de pessoas em mais 9 cidades do país, e noutras 8 cidades europeias, saíram à rua potenciando aquele que foi o maior protesto popular dos últimos tempos contra a precariedade e a austeridade sem fim.

Vídeo :: A grande resposta da manif

Fotogaleria do PI na manif de Lisboa da "Geração à rasca"

Sábado, 12 de Março de 2011

O país saiu à rua:“Já chega!”. O país saiu à rua:“Com a precariedade não há liberdade”

Mais de 400.000 pessoas em várias cidades do país afirmaram que não aceitam a proposta que as remete para a precariedade, para a pobreza, para a dificuldade, para a dependência da família, dos amigos… pior, dependência da boa vontade do patrão. Hoje o país mudou, porque não voltaremos para trás. Temos mais força para reconquistar os nossos direitos.

O PI acompanhou a "Geração à Rasca" em Viseu

A par do que estava a acontecer em Lisboa e no Porto, Viseu também se indignou e participou no protesto “Geração à Rasca” que varreu o país de Norte a Sul, contra as condições laborais precárias e sem futuro em que o país está inundado. Os Precários Inflexíveis acompanharam a manif.

Sexta-feira, 11 de Março de 2011

Protesto da Geração "à rasca " :: 12 de Março :: Sábado(15h) :: É amanhã!


É já amanhã às 15h que vamos estar todo juntos na Av. Da Liberdade (Lisboa) e na Praça da Batalha (Porto) no Protesto da Geração à Rasca.
Tentaram dizer-nos que esta era uma guerra entre pais e filhos, mas todos sabemos que a guerra é contra a precariedade e contra o desemprego que nos rouba direitos e nos congela a vida.
Amanhã, às 15h, vamos ter a hipótese de reclamar e construir a nossa vida, de dizermos como vai ser o nosso futuro.
Os Precári@s Inflexíveis lá estarão de braços dados com todos os que não se deixam pisar!

O PEC4 está na rua :: Vamos juntar-nos para o derrotar na rua

Como sempre afirmámos, a proposta de precariedade global está aí para todos, de todas as idades. Apesar do governo não ter a coragem de explicar os novos cortes no Subsídio de Desemprego que já não chega à metade dos desempregados, os cortes generalizados nos apoios sociais ou salário indirecto, sabemos que o PEC4 aí está. 

As fortunas dos 3 mais ricos do país aumentaram no último ano 1,4 mil milhões de euros. No país da exploração legal e ilegal, dizemos-lhes que não aceitaremos nunca a proposta de precariedade como inevitável porque sabemos que o problema centra-se na injusta e predatória distribuição da riqueza produzida. Vamos exigir na rua os nossos direitos, o salário directo e indirecto pelos quais os nossos pais e avós lutaram, porque são dignos e devidos.  Não aceitaremos vidas a prazo ou a recibo verde para que alguns tirem daí todas as vantagens.

Contratos a prazo: Portugal leva a prata

De acordo com um estudo do European Company Survey, Portugal é já o segundo país da Europa com maior número de contratados a prazo, sendo apenas ultrapassada pela Polónia,com 20% de contratados a prazo, e estando na mesma situação que a Holanda e a Madedónia.

Quinta-feira, 10 de Março de 2011

MUDE Résistance na Antena 1

Os 70 trabalhadores do MUDE - Museu do Design e da Moda - estão a falsos recibos verdes e têm ordenados em atraso.

António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, não fala sobre a condição ilegal na qual são mantidos estes e estas trabalhadores.

Os MUDE Résistance e os Precári@s Inflexíveis falaram à Antena 1 sobre esta situação: aqui.

Guião de Governo de Passos Coelho foi escrito por empresários e gestores

Da proposta do líder do PSD vai sair a 15 de Março um livro que Passos Coelho pretende que seja o guião do seu programa de Governo. Neste livro encontram-se 365 ideias que são a sintese de nove meses de entrevistas a 55 empresários e gestores portugueses, compiladas por Eduardo Catroga.

2ª Assembleia Mayday :: Hoje 10/03 :: 21h :: SOLIM

O MayDay Lisboa 2011 já arrancou e começou a reunir forças para um percurso que junta muitas vozes contra a precariedade e que culmina na manifestação de todos os trabalhadores no 1º de Maio.

Após uma 1ª Assembleia muito participada e cheia de novas ideias, está na altura de pormos mãos à obra e construir o MaydayLisboa 2011.

Será hoje às 21h na SOLIM, Rua da Madalena, 8 (mapa em baixo)



Vem pensar e construir este caminho!
Vem lutar pelo fim da precariedade e por um futuro digno!
Vem fazer a luta!

Manif da "Geração à Rasca" é já este Sábado :: 15:00

É já neste sábado a manifestação "Geração à rasca". Mais de 50.000 pessoas já aderiram nas redes sociais ao protesto, agora, chega rapidamente a hora de mover a força da presença, da voz, dos punhos erguidos em nome de um projecto social de paz, de solidariedade e de justiça. 

O crescente sentimento de roubo de direitos fundamentais tem sido acompanhado pela impunidade de quem se serve de um sistema agressivo e violento para com milhões de pessoas, de quem se serve da precariedade para distribuir dividendos, vantagens, negócios e inevitabilidades que nunca o foram.

Sempre às 15h - locais:
Braga – Avenida Central, junto ao chafariz
Castelo Branco – Alameda da Liberdade (Passeio Verde)
Coimbra – Praça da República
Faro – Largo S. Francisco
Funchal – Praça do Município
Guimarães – Largo da Oliveira
Leiria – Fonte Luminosa
Lisboa – Avenida da Liberdade > Praça Luís de Camões
Ponta Delgada – Portas da Cidade
Porto – Praça da Batalha > Praça D. João I
Viseu – Rossio, em frente à Câmara Municipal

Quarta-feira, 9 de Março de 2011

CGTP abandona a farsa para alemão ver

Os dirigentes da CGTP sairam da reunião da concertação social onde a Ministra do Trabalho tentava que os parceiros sociais assinassem um documento para levar a Bruxelas na sexta-feira.

Esse documento era uma declaração conjunta dos parceiros sociais (Governo, patrões e sindicatos) onde se comprometiam a reformas no mercado do trabalho e a flexibilizar as leis laborais.

PT: 600 trabalhadores em pré-reforma. Afinal, o governo quer subir ou descer a idade da reforma?

A subida da idade da reforma para os 67 anos, tantas vezes anunciada como uma necessidade para assegurar a sustentabilidade da Segurança Social, colide com a prática empresarial quando se trata de substituir trabalhadores com direitos por trabalhadores precários. Perante esta posição bipolar do patronato (e do governo) em Portugal, seria interessante saber o que pensa o governo do anúncio da suspensão ou pré-reforma de 600 trabalhadores da PT, empresa onde o estado detém uma estrutura accionista decisiva. Irá o trabalho realizado pelos 600 trabalhadores ainda com direitos ser substituído por trabalhado precário e com poucos direitos? Corresponde este corte de trabalho à supressão de capacidade da empresa?

Opinião: O problema do desajustamento II

(continuação)

Ainda não nos adaptámos à nova realidade?

Multiplicam-se os argumentos reaccionários contra as pessoas que não conhecem outra realidade além da precariedade. São, de resto, argumentos que chocam com a realidade da maioria da população.

“Já não existe o emprego para toda vida”. É este o argumento que defende a flexibilidade e que aceita a inevitabilidade da precariedade. De facto, há várias funções necessárias para a sociedade que não são permanentes e haverá talvez muita gente que deseja desempenhar variadas funções ao longo da sua vida activa. Mas esta defesa da “flexi-segurança” (que defende a flexibilidade e esquece a segurança) omite a principal questão que tem sido todos os dias posta em causa: os direitos da classe trabalhadora. É um argumento que esquece que há cada vez mais pessoas que não têm acesso à segurança social, que têm uma jornada de trabalho e crescente, que trabalham durante mais anos da sua vida, que têm menores salários...

Terça-feira, 8 de Março de 2011

Desemprego de licenciados quadriplicou em 10 anos


Ver também:
Um milhão e meio de Trabalhadores Precários :: 10.706 casos de trabalho
60% dos trabalhadores no desemprego não tem acesso ao Subsídio de Desemprego
Desemprego record de 11,1% à custa das mulheres, de mais qualificações e de desempregados de longa duração

Geração à Rasca invade jantar de Sócrates


"Precários nos querem! Rebeldes nos terão!" - foi com esta frase que manifestantes da Geração à Rasca invadiram um jantar da moção de José Sócrates em Viseu.

O Secretário Geral do PS ainda tentou desvalorizar e fazer pouco dos precários que invadiram a sua acção de campanha dizendo que era uma acção de Carnaval e que teria tido todo o gosto em ser simpático para eles e de os ter para jantar.

No entanto, os manifestantes que apelaram à participação na manifestação de 12 de Março, denunciaram as agressões e os insultos de que foram alvo pelos seguranças do Primeiro Ministro.

"Dia 12 ninguém nos cala" - disseram os activistas, juntando a sua voz às mais de 47 mil pessoas que já confirmaram presença no protesto da Geração à Rasca.

aqui o comunicado de imprensa enviado pela "Geração à Rasca - Viseu".

Notícias: TSF, Público, SIC, TVI.

Segunda-feira, 7 de Março de 2011

Precariado, a nova classe trabalhadora - Reportagem The Guardian


Artigo Lisa Wade aqui.

Testemunho :: Precariedade na ETT Cidade Trabalho

Divulgamos  de seguida o segundo testemunho de uma trilogia precária experienciada por um trabalhador de call center, desta vez numa entrevista de trabalho com a Empresa de Trabalho Temporário Cidade Trabalho.

«  Agência de escravos - parte II [Parte I]

CIDADE TRABALHO - empresa que funciona (aparentemente) dentro das instalações da ESEGUR no Prior Velho.
LOJA DA TMN em  ENTRE-CAMPOS.

Fui a uma entrevista na zona do Prior Velho, dentro das instalações da ESEGUR.
Estranhei porque é uma empresa de Segurança, estando várias pessoas no local para realizar provas de selecção.
Antes de chegar à fala com alguém sobre a vaga de trabalho para a qual me candidatei, fui literalmente obrigado a preencher uma ficha, com todos os dados possíveis e imaginários. Após preencher a dita ficha tive que fazer um teste de forma a avaliarem o meu perfil…após uma hora dizem-me então para passar a outra sala, e que vou ter que fazer um novo teste para testar as minhas competências de vendedor!
E eu: Como é que é? Então não me avisam que tenho que fazer teste, antes de qualquer entrevista?
Entrevistadora: Ah então podemos fazer já a entrevista…mas se quiser ser considerado terá  que fazer o teste no final!
Eu: Okay, mas entreviste-me já, porque não me avisaram destes testes prévios.

Condições para se trabalhar para a Loja PTBLUESTORE
:

Homens da luta ganham festival da canção e apelam à manif da Geração À Rasca

Os Homens da Luta apelaram à participação de toda a gente no Protesto da Geração À Rasca dia 12 de Março em Lisboa e no Porto.

Os Homens da Luta apelaram à participação de toda a gente no Protesto da Geração À Rasca dia 12 de Março em Lisboa e no Porto.

Domingo, 6 de Março de 2011

Censos 2011 escondem falsos recibos verdes

Os censos 2011 vão arrancar nos próximos dias mas a maneira de indicar o modo como se exerce a profissão tem sido alvo de polémica, pois os inquiridores dos censos têm indicações para considerar quem "trabalha a recibos verdes mas tem um local fixo dentro de uma empresa, subordinação hierárquica e um trabalho definido, deve assinalar a opção trabalhador por conta de outrem".

O INE responderam que os censos 2011 estão de acordo as recomendações internacionais e que na fase de consulta pública da metodologia houve uma "amplo debate" que resultou nestas indicações.

Movimentos de trabalhadores precários respondem à cobrança de dívidas injustas

Os movimentos de trabalhadores precários anunciaram ontem em Setúbal, na Cooperativa Cultural Prima Folia, em mais uma sessão pública no âmbito da campanha “Segurança Social: direitos e contribuições”, uma primeira resposta à ameaça do Governo a mais de 20 mil trabalhadores a recibos verdes. O site da campanha terá informação útil e dará voz a quem foi ou vai ser notificado pela Segurança Social.
Perante a decisão do Governo de iniciar uma cobrança selectiva de dívidas à Segurança Social junto dos trabalhadores a recibos verdes, os movimentos estão com todas as pessoas cujas dívidas são injustas e resultam do incumprimento das entidades empregadoras. Assim, nos próximos dias o site da campanha será renovado para disponibilizar conteúdos importantes para quem está em situação de devedor e vai apelar à divulgação das situações concretas das pessoas atingidas, que serão remetidas às entidades competentes.

Sexta-feira, 4 de Março de 2011

70 falsos recibos verdes no Museu do Design e da Moda

Existem hoje 70 trabalhadores do MUDE a falsos recibos verdes. Têm horário, vestem farda do MUDE, recebem ordens da direcção do Museu, utilizam as instalações e as ferramentas do MUDE para a realizar a sua actividade, mas recebem a falsos recibos verdes.
Nas últimas semanas têm sido despedidos vários trabalhadores deste Museu. Isto apesar de anos de salários atrasados e de falhas nos pagamentos.
Os trabalhadores do MUDE decidiram denunciar esta situação ilegal e por isso criaram um blog MUDE RÉSISTANCE e enviaram um comunicado denunciando a sua situação à comunicação social e aos partidos.
Os Precári@s Inflexíveis estão solidários com os trabalhadores e farão todos os esforços para que a sua justa luta seja vencedora.
António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, terá de se pronunciar sobre esta situação ilegal na sua autarquia e terá de diligenciar de forma a integrar nos quadros da CML estes 70 trabalhadores.
Facebook do MUDE RÉSISTANCE
Notícia jornal Metro

Quinta-feira, 3 de Março de 2011

Iniciativa:: Segurança Social: Direitos e Contribuições :: Setúbal :: Sábado 5 de Março :: 16h


No Sábado, dia de 5 Março às 16h, irá realizar-se  em Setúbal, na Cooperativa Cultural Primafolia CRL, o quarto debate/sessão de esclarecimento da campanha "Segurança Social: Direitos e Contribuições". Vamos apresentar uma resposta  à cobrança cega da dívida pela Segurança Social a mais de 20.000 pessoas, nos casos em que o valor em dívida é superior a 4.000€. A cobrança não tem em conta as condições em que a dívida foi contraída e é ignorada a realidade de que a maioria dos supostos trabalhadores independentes são de facto trabalhadores a falsos recibos verdes.

Estágios vão ser (muito) mal pagos

Os estágios profissionais não curriculares com menos de 3 meses vão ser pagos. Mas muito mal pagos.

A Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Helena André, anunciou hoje que passa a ser obrigatório às entidades promotoras dos estágios pagar no mínimo um subsídio de estágio de 419,22€ (equivalente a um Indexante aos Apoios Sociais).

Há outra diferença, o contrato de estágio profissional tem de ser reduzido a escrito e deve indicar o local de realização do estágio, os tempos de realização das actividades e o nome do orientador do estágio. Um estágio poderá ter a duração de 12 meses, podendo ser alargado a 18 meses para os casos em que a entrada na profissão assim obriga.

A Ministra quis clarificar os objectivos deste decreto-lei: “combater situações de fraude e garantir aos estagiários que estamos a tentar reduzir as condições de precariedade”.